Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Parabéns Pelo Câncer!


Mito improvável. Trocamos todos os átomos de nossos corpos a cada sete anos. O número tem fama de mentiroso, e não temos como comprovar que “todos os átomos” da sua bunda foram trocados após fatídicos sete anos. Então vamos supor que isso seja verdadeiro. Acredita-se em tanta asneira, melhor também acreditar nas asneiras que apresentam certo cheque-mate.

Se a cada 7 anos deixei todos os meus átomos pelo mundo, aos 28 anos eu não sou mais eu 4 vezes. Dada tal volatilidade, é estranho que continuei existindo e funcionando. Imagino quantas sutis combinações poderiam dar errado. Quantos átomos desprezíveis e fundamentais foram trocados sumariamente... Considerando tal entropia, como foi que não tive câncer?

É. Todo mundo fica chocado com a notícia de câncer. Mas se pensamos por esse lado da “troca total sistemática”, como é que não tivemos câncer antes? Há a grande possibilidade de que tudo vá pro buraco, mas essa chance fica escondida por um tempo enorme. 

Talvez já se nasça condenado, mas só depois de muitas trocas atômicoas a situação se faça evidente. Portanto, o normal é o câncer, e o absurdo seria passar sem nenhuma bagunça atômica generalizada.

Claro que toda doença pode ser imputada ao calendário dos sete anos e suas invisíveis substituições. Mas, se pensamos em bilhões de combinações caóticas e rotineiras, espanto-me como permanecemos “saudáveis” por um tempo respeitável.

Quando seu oncologista fornecer más notícias, alegre-se. Até que enfim acontece alguma lógica nessa bizarrice de estar vivo por mais sete anos.