Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Explicando Sonhos

Sonhei com um rato dentro de uma melancia, e com uma ninfeta de quinze anos extremamente gostosa e com TDAH. Antes que algum espertinho associe esses dois elementos (diria alimentos), eu preciso confessar: vi um rato no dia anterior. E é quase certo que também vi uma melancia. 

Se sonhei com essas coisas, e tambem as vi no dia anterior, então podemos interpretar que meus sonhos queriam dizer "X, Y e Z" a partir dos materiais arquivados em meu subconsciente. Mas e a adolescente deliciosa que infelizmente não vi no dia anterior?

Minha teoria: sonhamos com milhares de coisas, mas só guardamos os sonhos que conseguimos ancorar na realidade. Ou ninfetas (quem vai esquecer esse tipo de sonho?) Eles não significam nada. Não são base pra qualquer psicanálise furada. Você só se lembra do sonho do rato porque se lembra do rato. Freud certamente não sonhava com essas lolitas que infestam minhas noites. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Drink & Drive Mode On

Eu acho incrível. Smartphones, colisor de hádrons, lentes gravitacionais, nanotecnologias... e você ainda precisa dirigir bêbado por aí. Tentando deixar a vida dos bebuns motorizados mais fácil, imploro pela criação de um sistema que faça o carro dirigir "sóbrio" enquanto o condutor está chapado. 

É simples. O sistema não precisa dirigir o carro sozinho, mas filtrar e limitar os impulsos do cachaceiro. Basta parar antes de obstáculos, fazer curvas, interpretar placas e controlar a velocidade. E principalmente não atrapalhar a vida do pinguço. Até o GPS seria integrado nesta tecnologia:

- Atenção, o senhor já está achando que a noite é uma criança. Quer ir pra casa ou para outro bar?
- Pra outro bar, com certeza!
- O bar mais próximo ou o bar com a cerveja mais gelada?
- Algum bar com putas, seu computador!
- Recalculando rota. Sua janela ficará aberta caso o senhor precise vomitar.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Curtas

Quantos barris de petróleo são necessários para produzir um carro elétrico? Uma turbina eólica? E para escovar os dentes?

Se existem tevês de alta definição com imagens perfeitamente sintonizadas, como seria uma tevê de "baixíssima definição perfeitamente fora de sintonia"?

Quanto dinheiro uma pessoa apostaria no sucesso de uma espécie de inseto que ainda não existe? E quanto dinheiro é "muito" quando se trata de uma empresa pré-operacional?

Por que ficamos aflitos com aquilo que esquecemos, mas não ficamos nem um pouco preocupados com as bilhões de coisas que vamos esquecer e nem mesmo lembraremos que elas foram esquecidas?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Some Kinda Eastern Thing?

Vantagens de ser tatuador: Baixo CapEx. Você é mais que legal, é o UberCool, um xamã que faz as pessoas confessarem suas vidas e pensamentos. Ninguém liga pra SARM. Nunca esquecem seu trabalho. Você faz o próprio horário. O mercado anda em alta, e não "meter a faca" seria suicídio.

Vantagens de ser dentista: Apesar do alto CapEx, da concorrência e dos mocassins brancos, ninguém filosofa ou explica a própria vida enquanto você obtura um molar. E há várias estagiárias de odontologia "poligamisticamente" gostosas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

It´s a tale, told by an idiot...

Uma porrada de eventos aleatórios precisam de significados. O planeta pode sair de órbita se não arranjarmos significados. É sinal de saúde a capacidade de encontrar significados. E alguns destes eventos aleatórios do cotidiano são:

Sonhos e pesadelos. Promoções corporativas. Filmes do James Cameron. Prêmios de loteria. Tatuagens. Acidentes automobilísticos. Doenças infecto-contagiosas. Todas as mortes. Encontros inesperados com gostosas(os). Oscilações dos mercados financeiros. Resultados de eleições, partidas esportivas e indisposições alimentares. Hits de verão. Nomes dos filhos das celebridades. Traumas de infância. Coisas que quebram ou não funcionam corretamente... 

E por aí vai a vida, full of sound and fury, signifying nothing.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O que não mata... emagrece?

Vou logo ao exemplo. Há vários anos atrás, comecei a comer pimenta. No início, muito pouco. Mas, conforme me acostumei, aumentei as doses progressivamente. Sempre mais e mais. Como ocorreu um perda de sensibilidade, a minha medida de quanto acrescentar pimenta será bem diferente de alguém que nunca coma a pimenta. Popularmente, eu fiquei "mais forte".

Imagine agora que eu fique doente amanhã. O remédio indicado será uma substância próxima da capsaicina. Mas meu organismo é "forte" pra pimentas. Pode ser que apenas ainda esteja vivo devido ao consumo das pimentas, e que tal hábito criou-se por total acaso. Logo, precisarei de uma dose bem maior do remédio, uma dose tão forte só administrada aos doentes muito fracos...
 
Por isso não como nada que a sabedoria popular possa me oferecer. São alimentos contaminados por indigência lógica e falsas relações de causas e efeitos.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Das Vantagens da Alienação

As acusações de corrupção no Brasil são incríveis. Imagine que me levante de minha cadeira, saia de casa e vá até meu vizinho. Daí lhe digo na cara dura: "você fez um churrasco no dia 15 de abril de 2005! E não me convidou, seu FDP. Agora montarei uma CPI e você terá de provar que não fez churrasco nesse dia!"

Eu, que não tenho diploma e nem provas de ter curso superior, já disse várias vezes que é impossível provar uma afirmação negativa. Mas jornalistas diplomados "trabalham com essa hipótese".Depois dizem que as pessoas aprendem a pensar na faculdade. Meu, que vexame!

domingo, 17 de junho de 2012

Sinal ou Ruído?

Com a única informação de que cavalos são quadrúpedes, você decide apostar merrecas no hipódromo. Por passatempo. Mas após dois acertos em cavalos com nomes estranhos (Baloney e Louis Hamilton), você já tem o suficiente para jantar naquele restaurante caro que nunca teve coragem de ir. Mas ainda dá tempo pra mais uma apostinha. Qual é o nome mais estranho: Black Sunshine ou Great Dictator? Sinal ou ruído?

Sábado a noite, você recebe uma estranha mensagem no celular. "Filmes na sua casa margherita pepperoni". A autora é uma moça que você vem tentando comer faz tempo, mas cujo empenho andava frio, quiçá sepultado. Você liga para o celular tentando a confirmação do evento, mas só dá caixa postal. Será que finalmente seu Pepperoni conhecerá a Margarida ou foi apenas um engano? Sinal ou ruído?

Um forte conglomerado empresarial financia ataques na mídia contra uma empresinha que você tem ações. Mas essas ações vem subindo há anos. E há anos os ataques não passam de blá blá blá sem fundamento científico. Porém, um grande jornal praticamente fez um caderno "Especial" contra a empresa, e as suas ações caíram mais de 10%. Hora de comprar mais ou vender tudo? Sinal ou ruído?

sábado, 16 de junho de 2012

Esmurrando facas

Acabo de ler Mauá – O Empresário do Império. Pequena biografia (o foco não é na vida privada de Mauá) e grande painel histórico, político e econômico do Brasil do séc. XIX. Não escrevo para repetir a já conhecida estória do “como o país trata mal a iniciativa privada”, mas sim para propor um estudo psiquiátrico do empreendedor. 

Misto de gênio ingênuo, Mauá acertava muito financeiramente, mas caia sempre nas mesmas ciladas políticas. Como um homem tão inteligente conseguia ser tão burro? Algum transtorno de personalidade. Mas, sabe como é... Diagnósticos de mortos nunca são conclusivos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Se B é o efeito de A...

Isto aqui me faz pensar no acaso, novamente. E se tudo não passou de coincidência? Sabemos os suicídas que tinham Werther no bolso, mas não sabemos dos suicídas com Hamlet ou um gibi do Batman.

Por isso são chocantes os suicídios sem um recado ou significado. Não suportamos a realidade sem uma causa justa ou explicação simplória.

domingo, 10 de junho de 2012

Como Encolher o Planeta

Sabe quando as pessoas falam "o mundo é realmente pequeno" para toda sorte de coincidências fortuitas? Más notícias: o mundo é bem grande... sempre foi... e sempre será. Os acasos da vida não implicam na diminuição do planeta. Eis algumas circunstâncias corriqueiras para o que chamo "Efeito Mundo Pequeno".

Encontramos milhares de pessoas em lugares distantes. Mas todas elas desconhecidas, oras. E podemos encontrar esses mesmos estranhos do lado de casa, e continuaremos achando que o mundo é bem grande apenas por ignorarmos "quem é quem". Não lembramos dos encontros que não ocorreram (vide os afogados de Diágoras). Porém, quando encontramos um conhecido na PQP (a probabilidade é alta, creia), o tamanho do mundo é o culpado?

Imagine-se conversando com um colega do trabalho, num boteco, durante o happy hour. Bom, o primo do seu interlocutor cursa economia na PQP, e namora a filha de alguém que você descobre ser o seu dentista. "Ah, como o mundo é pequeno!". Seria muito mais surpreendente se você NÃO tivesse qualquer relação entre pessoas X, Y e Z dadas ao acaso. 

As pessoas ficam felizes quando se deparam com uma coincidência e falam "o mundo é pequeno!". Sentem-se amparadas diante de um universo desconhecido e caótico. Dá um calor na barriga. Justifica nossas atitudes sociais. Pense bem em seus amigos e conhecidos: as que mais reagem ao "efeito mundo pequeno" são justamente as mais provincianas, bairristas e paroquiais? Elas adoram quando o planeta fica menor. Mas não seja sádico entre essas pessoas. Sorria e concorde, o mundo é minúsculo (embora exista a alta probabilidade desse encontro ocorrer na PQP novamente, com as mesmas frases, inclusive).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

I shot the sheriff...


  • Eu não tomo a vacina contra gripe, e não tenho gripe durante o inverno. (Claro, meu organismo é muito saudável, pois nunca tenho gripe). “Talvez apenas você não se lembre da última gripe, ou realmente é uma pessoa de sorte.”
  • Eu não tomo a vacina contra gripe, e tenho gripe durante o inverno. (No ano que vêm, tomarei a vacina, custe o que custar). “No ano que vêm, talvez a vacina seja para o vírus deste ano, ou pode ser que tenha sorte pra tomar a vacina certa para o vírus certo”.
  • Eu tomo a vacina contra gripe, e não tenho gripe durante o inverno. (Viu só como funciona?) “Que sorte de ter encontrado o vírus já conhecido, o mundo é realmente pequeno!”
  • Eu tomo a vacina contra a gripe e tenho gripe durante o inverno (Nunca mais tomo a vacina, maior tiro no pé). “Certas pessoas não tem sorte com vacinas ou vírus. É a vida...”
O que eu acho estranho é que todos parecem vacinados contra o acaso, mas ficam doentes por causa dele 365 dias por ano. Portanto, cuidado com aqueles que tem “razão”, e ladram como cães hidrofóbicos.

P.S.: Aposto que ninguém interpreta a letra de "I shot the sheriff" a la medicina preventina.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Deus é estômago? Ou o estômago é deus?

O leitor antigo deste blog (uma abstração minha) sabe de meu desprezo siderúrgico por vegetarianos e teístas. No entanto fui pego, diria até trapaceado, por um suposto "homem ilustre". Gandhi. De agora em diante, aplicarei conceitos a la nietzsche nesse esquálido sem curry.

Se você acredita numa entidade teológica, mesmo que fraca, você está certo. Se você acha que alguns alimentos são errados, para você mesmo, você também está certo. Subjetivamente, claro. Mas não há qualquer evidêcia que acreditar em deus, e comer "certo" provocam luz, moral, sabedoria, saúde ou um lote na eternidade. Repito: mais fibras não fazem você melhor. Ir na igreja não valoriza seu passe neste planeta. Ninguém vive mais ou melhor acreditanto em deus ou comendo broto de feijão.

Agora, como é que alguém pode alavancar certa teologia em alimentos? Seria esquizofrenia confessar o que você comeu para alguma divindade? Deus (só usei maiúscula porque ele veio no começo da frase) não verifica se o crente comeu Kibe ou Santo Daime. Sua merda, apesar de rapidamente dispensada pelo vaso sanitário, não será metafisicamente investigada. As bactérias do seu intestino não são informantes da Santa Inquisição.

Juro, pelo bule chinês do Russell, que uma crença desta é baixíssima. Anula-se qualquer sestro de inteligência. Nem animais adotam essa prática absurda de tributar alimentos conforme sua divindade. Aliás, animais operam pela regra oposta: coma o quanto puder, agora e neste momento. Só se vive uma vida, e mal. A gula pode ser o único caminho para a salvação. Não discordo. E pratico. Espero até cagar ateísmos... do tamanho do Everest.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Não invista em...

... bancos. Devedores só pagam se souberem que o banco existirá no próximo mês. Credores só depositam se idem no mês que vêm. Na hora que se quebra este círculo de "confiança", não há mais banco. Você compraria ações de empresas que podem desaparecer num final de semana? (Bancos tem tido ótimos tempos no Brasil. Só aqui ainda temos bancos familiares.Vai saber por quanto tempo.)  


... construtoras. Entre comprar um terreno e entregar o imóvel, há um monte de gastos, às vezes imprevisíveis. Qualquer deslize no fluxo de caixa pode causar rombos. E a dependência de fatores macro deixa o acionista se sentindo num oceano tempestuoso agarrado a um bote inflável furado.  


... companhias aéreas. Ninguém em sã consciência pegaria milhões de dólares, compraria aviões enormes e venderia passagens aéreas para pagar os aviões, embolsando o lucro. Mas peraí, muita gente faz isso! Quer dizer então que o ser humano não é 100% racional? Oh ié baby!  


... telefonia. Todo consumidor quer aderir a um plano em que "fale mais e pague menos". E se houver (sempre há) saltos tecnológicos, todas as empresas precisam aderir, senão perdem os "fale mais e pague menos". O Efeito Rainha Vermelha não poderia ser mais evidente. Elas não quebrarão, e ao mesmo tempo não vão a lugar algum.  


... IPO´s. Sabe aquele funcionário que sabe tudo da empresa? Ele não existe. Como a empresa se virou em crises passadas? Ela, the enterprise, não existia. Quais as vantagens desta empresa sobre os concorrentes? Também não existem, mas "vão estar sendo 
implantadas" em tempo recorde. Recorde com acento no "e".

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quem quer dinheiro?!?


Já pipocam notícias sobre o supostamente vergonhoso IPO do Facebook. Meio cedo, acredito... Mas um ótimo exemplo da “arbitragem da ignorância” que falei anteriormente (com preguiça para links, procure no Google o que não compreender [os acionistas deste último se informaram através do próprio Google, e ironicamente se deram muito bem]). 

Pelo viés dos compradores, a situação toda lembra mesmo um fiasco. Balanços perfumados, bancos de investimento, grosso modo, como vilões shakespeareanos, e a velha dinâmica de bolha em ação (nos dois sentidos). Se você não comprasse, seria o maior idiota de todos os tempos. E quem comprou deveria comprar mais, afinal, era o melhor negócio de todos os tempos. Enfim, comprou-se caro algo barato.

Pelo viés dos vendedores, a situação toda lembra mesmo um golpe de gênio. Cria-se a expectativa de um dos melhores negócios do mundo (com filmes, livros e a mídia babaca martelando rentabilidades). Então lançam o boato longamente fermentado de que o IPO seria a chance dos mortais comprarem um naco do Olimpo. Espalham-se as regras, via redes sociais, para participarem do investimento do milênio. Enfim, vendeu-se caro algo barato.

Eis a arbitragem da ignorância, pura e cristalina. Aqueles que pouco sabiam, se é que sabiam alguma coisa, compraram irracionalmente. Aqueles que sabiam venderam racionalmente. C´est la vie. Processar o vendedor, agora, só vai piora a dignidade dos comprador. Aceite a trapaça, venda amanhã e da próxima vez, pelamordedeus, seja um pouco mais inteligente (não entrando em IPO´s, caralho!).  

P.S.: Vou tomar um porre se acontecer algum protesto do tipo “eu sou o 99% que comprou ações do Facebook no IPO”. Há!, otários.

domingo, 3 de junho de 2012

Velocidade Controlada


Por que as cidades estão infestadas de radares de velocidade? 

Simples, ad hominem. Porque eu não sou mais criança. No meu tempo não existia internet, videogame ou celular. O bacana era sair na rua destruindo coisas. Incêndios. Pauladas. Bombas. O negócio era causar danos. E os radares seriam as primeiras vítimas fácil fácil.

sábado, 2 de junho de 2012

Nas melhores encruzilhadas: alea jacta est.

Uma das coisas (são muitas) que me irrita na mídia é a correlação entre riqueza e inteligência. Os bilionários são vistos como gênios. Pegue qualquer revista e veja como as matérias explicam como Zuckerberg, Steve Jobs e Carlos Slim são o ápice da potência neurológica. Os Leonardos do novo milênio.

A mídia se comporta como uma piriguete safardanha. Vai dar pro cara do carro tunado porque ele demonstra maior capacidade financeira. Afinal, custa caro rebaixar o carro e botar toda aquela parafernália inútil (exceto pra ter filhos). "Os bilhões de um IPO garantem a sobrevivência dos meus genes por várias gerações" pensam as revistas e as palestrantes. Riqueza sempre foi sinal de inteligência, né?

Não. É sinal de sorte. Só isso. Qualquer pessoa realmente inteligente sabe que, entre bilhões de amostras, uma delas ganhará bilhões. Estranho seria se isso não acontecesse. Daí eu fico pensando nas meditações anti-faustianas desse povo bilionário: "eu, que nunca tentei saber tudo, agora tenho o mundo aos meus pés. Piso em Margaridas. Que darei em troca se nem o trato foi feito ainda?"

Nada darás em troca, meu filho! O demônio do acaso trabalha de graça.