Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

domingo, 30 de outubro de 2011

Psicopata S.A.

Psicopata: “frequentemente enganam ou manipulam outras pessoas a fim de obter vantagens pessoais ou prazer. São irresponsáveis, irritáveis, agressivos e impulsivos, não toleram frustrações e buscam a satisfação imediata de seus desejos. São incapazes de amar e estabelecer relações duráveis. A ausência de remorso, apesar das ações lesivas às outras pessoas, é um aspecto marcante deste transtorno da personalidade. Comportamentos de sedução e manipulação são comuns. A conduta é repetitiva, mas esses indivíduos são incapazes de aprender pela experiência, cometendo sempre os mesmos erros.”

Pessoa Jurídica: é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônio, que visa à consecução de certos fins, reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações; são 3 os seus requisitos: organização de pessoas ou de bens; licitude de seus propósitos ou fins; capacidade jurídica reconhecida por norma.

A Idéia: toda empresa é psicopata.  Não que o gerente, o dono da empresa, ou o CEO sejam psicopatas (na realidade, ser psicopata ajuda a subir na hierarquia, mas isso pertence a outra história). Veja as “boas práticas” destas empresas e depois forneça, se puder, outro diagnóstico psiquiátrico.

sábado, 29 de outubro de 2011

Saiba Menos Sabendo Mais

Prudente ler os jornais logo cedo. Ou ver o "Bom Dia São Paulo". Ouça o rádio para ficar informado durante o trânsito. Enquanto trabalhar, o G1 é uma ótima ferramenta. Sempre ficará informado sobre o que esta acontecendo...
  
E o que está acontecendo?


Nada. Tá, radicalismo de minha parte, sempre está acontecendo alguma coisa. Mas nada de importante. Nenhum avião bateu na Torre Eiffel, e o cara que tinha meningite iria morrer mesmo... Muitos motoristas bêbados bateram porque, well, estavam bêbados... Após ler e ver e escutar os jornais, você se considera mais informado. Sabe mais que o resto. Sabe o resto que o resto ainda não sabe? Hmmm... Claro que sabemos distinguir a informação de todo o ruído!


Caso queira uma visão menos embaçada, desligue o rádio, use o jornal pro cachorro mijar, e ponha a televisão no lixo reciclável (a populaça dá valor à “informação”).


O que presta saber exige esforço de sua parte. Igual almoço, não há informação grátis.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Arte Zen de Beber Sozinho

Este artigo foi publicado na Modern Drunkard, e traduzi (mutatis mutandis, of course) pois o considero fundamental para a cultura etílica do cidadão do século XXI.

- E aí? Que fez na noite passada?
- Bebi todas.
- Onde?
- Lugar nenhum... bebi em casa mesmo.
- Fez uma festa e nem me convidou? Quem apareceu?
- Ninguém. Bebi sozinho.
- Sério? Qual o problema? Quer desabafar alguma coisa?

Sim, eu quero falar sobre isso. Não sobre o engano de meu interlocutor sobre os motivos obscuros que me levariam a beber sozinho, mas sim sobre o próprio ato de beber sozinho.

Por alguma razão inexplicável, as pessoas têm a idéia de que beber solitariamente é um sinal claro que o bebum está prestes a cair num penhasco profundo e sinistro, como o 
suicídio, a mendicância ou um emprego fixo numa revista sobre bebidas.

Superficialmente, faz sentido. O álcool sempre foi um ótimo lubrificante social, pois solta as amarras e constrói amizades. Tem o poder único e beatífico de criar riso e desfazer diferenças, um poder que não está ao alcance dos abstêmios. Bebendo, estranhos tornam-se amigos, amigos tornam-se íntimos, e a festa termina em porres coletivos e alegria geral. Pelo copo reforça-se a corrente que liga você a muitos amigos e conhecidos. Álcool, e não coleções de selos, quem faz o grupo permanecer unido.

Bebendo sozinho, por outro lado, é a forma pura e direta de injetar álcool na corrente sanguínea. Este ato elimina certas hipocrisias e pretensões de usar o álcool como uma ferramenta social . Se beber facilita conhecer outras pessoas, o bebedor pode usar o mesmo poder para se investigar. Resumo a bebericagem solitária: promover o autoconhecimento, decifrar o subconsciente, a loucura recôndita, os desejos e fúrias, o “quem sou eu de verdade”.

Agora, existem aqueles que abominam a idéia de passar um momento de solidão enfrentando a própria mente.  Coloque-os em um quarto silencioso por cinco minutos e logo estarão ao celular ou vendo TV. Mark Twain gostava de dizer que “no fundo do coração, ninguém tem muito respeito por si mesmo”... e ele continua exato. Por que essas pessoas deveriam encontrar suas verdadeiras identidades? Esta coisa, para todos os propósitos e intenções, é um estranho, e pior... um estranho que  conhece os mais escuros e profundos, os mais terríveis segredos. Melhor evitar esse encontro. 

Por isso, ironicamente, você deve conhecer a criatura.  Cedo ou tarde este desgraçado vai ser você. E quanto mais preso e ignorado, mais bizarro ele se tornará, e poderá se manifestar num colpaso nervoso ou comportamento autodestrutivo. Desprezar a própria mente causará conseqüências imprevisíveis. Melhor encontrá-la antes que ela ataque.

É aí que entra a velha companheira Manguaça. Você já sabe do álcool como supremo diplomata. O charmoso moderador entre estranhos e desconhecidos. Mas você sabia que ele é igualmente apto para lhe apresentar ao animal que rosna em sua alma? No fundo da garrafa está a chave que liberta a fera. Ao invés de soltar o animal em público, onde ele será perseguido (ou como talvez relatem na manhã seguinte), deixe-o livre num ambiente calmo. É quase certo que você gostará do bicho. E ele de você.

Na Vastidão do Espaço Solitário

“E então fiquei deitado e bebendo. Quando você bebe, o mundo continua lá fora, mas naquele momento ele não te torce o pescoço.” Charles Bukowski

Assim como é impossível escrever algo enquanto alguém te observa pelas costas, também é bastante difícil cumprimentar a mente subconsciente enquanto se bebe na companhia dos outros. Uma pena, pois a mente auto consciente, muito mais lúcida e sábia, quem deveria falar quando você se está turbinado.

Prepare um lugar sossegado. Baixe as luzes e desligue o telefone. E, pelo-amor-de-deus, desligue a porra da televisão. Esta caixa sombria é a antítese da meditação, como um idiota tagarela que nunca se cala ou ouve, mas parece especialmente projetado para roubar sua atenção e dirigi-la para as próprias babaquices fúteis. Desligue, ou melhor ainda, jogue a televisão na rua!

Mesa e cadeira são, na minha opinião, as melhores ferramentas para beber sozinho. Alguma mística do copo e da garrafa bem a sua frente, prontos pra entrar em ação, que me lembram Bogart em Casablanca. Exceto que você não terá Sam ao piano, teclando suas canções prediletas. Mas isso não quer dizer que na se deve ter música.

A Trilha Sonora do Isolamento


“A melhor coisa que a minha música preferida é a minha música preferida com um copo de scotch”.  Jackie Gleason

Apesar de você escolher metal, rap, punk ou, blerg!, pagode quando sai para a farra com amigos, ao beber sozinho, você não deve ficar animado com o som, mas sim submergir nos trabalhos invisíveis da birita e da consciência. Músicas calmas e melódicas, certamente nostálgicas, são as melhores escolhas. John Lee Hooker, Tom Waits, Ella Fitzgerald ou Kraftwerk funcionam bem para mim. Mas você saberá montar a trilha sonora para o humor contemplativo. Faça a seleção e deixe ao fundo.

Escolha o Moderador

“Deixo que meu copo fale por mim”. Humphrey Bogart

Whiskey fará lembrar suas origens. Tequila evocará as aventuras que foi covarde para fazer, ou corajoso além da sensatez. Vodca pode dar idéias novas. E cerveja pode libertar macacos que julgava presos desde o tempo da faculdade. Escolha a bebida mais apta a sua personalidade. Eu prefiro drinks clássicos ou pura cachaça. Mas, acima de tudo, não enfrente as 20.000 léguas etílicas com adega frágil. Vai ser triste começar a amizade com sua mente obscura, e a “maldita pinga” acabar antes de completar a viagem. Mantenha o estoque cheio.

Agora que já tem um moderador, é hora de assaltar a mente, certo? Não, calma... Antes de ficar íntimo do seu íntimo, fique amigo da bebida.


Reconhecendo o Recipiente

“Martinis bem feitos, corretamente gelados e gentilmente servidos, sempre foram meus melhores amigos, mais amigos do que qualquer criatura de duas pernas”. M.F.K. Fisher

Após 3 ou 4 doses, ficarão claras as vantagens de se beber sozinho, a saber:

- Você é o dono do bar. Sozinho, bebe-se exatamente a quantidade que se quer beber. Admita: bebendo em público acaba-se bebendo algo que não se está de acordo com as preferências pessoais. A marca do vinho, as regras sociais para se adequar, as reputações a zelar, os estranhos para impressionar. A boca pede mais uma cerveja enquanto a alma clama por um Mojito.

- Você controla o ritmo. Mais um copo? Manda! Não bebeu tudo de uma vez só? Sem problemas... não existe fila. Quer outro drink de mulherzinha? É pra já!... Não haverá nenhum amigo fazendo piadas por que você bebeu pouco. A garrafa jamais causará conflitos às suas vontades. Ela nunca dirá “não”, apenas sim, sim, sim.

- Bebe-se com gosto. Leia um bom livro num quarto vazio e você absorverá cada frase construída. Leia o mesmo livro num tumulto e a beleza escoará pelo ralo. Nada restará do livro em sua memória. A mesma coisa vale para o álcool. Não haverá distrações para tirar sua atenção do sabor amadeirado de um digno Cognac. Notará os vários aromas e sabores picantes do Rum. Perceberá profundidades e estranhas lembranças naquela cerveja que já bebeu mil vezes. Mostre-me alguém que bebe sozinho, sem qualquer desejo de atenção ou companhia, e eu te mostrarei um verdadeiro apreciador do álcool.

- Garrafas não falam. Um dos grandes prazeres da vida é o confortável silêncio entre dois amigos. Você sabe do que estou falando. Com um velho amigo, bebe-se litros de cana numa antiga mesa de bar, mas nenhum dos dois sente a menor necessidade de entabular conversas fiadas. Há um sutil entendimento de que nada precisa ser dito. O silêncio demonstra a grande amizade. Enfim, bebe-se com um amigo...

Estes momentos, infelizmente, andam cada vez mais raros. Vivemos numa época em que o silêncio pode nos tornar maçantes, e a outra pessoa começará a buscar pessoas mais “divertidas” para uma conversa inútil, desde que faça passar o tempo. E este medo é tão visceral que todos sentem que devem falar sobre tudo, a todo instante. Lembro-me de ter passado longas noites com muito álcool e muita gente, e ninguém ter dito nada de relevante. Nenhum pensamento valioso ou notável. Ou mesmo qualquer pensamento. 

Quando você tagarela para conhecidos e conhecidos tagarelam para você, seu subconsciente fica lá sentado e nada acrescenta. Perda de tempo, concorda?
Mas, sozinho e bebendo, você será premiado com uma vasta e ensolarada praia de silêncio. A garrafa não te contará fofocas bestas ou sobre o novo home theater que ela pretende financiar. Ela fica ali, em silêncio monástico, enchendo seu copo ao invés de seu ouvido.

- Seja o bobo. A bebida não vai te condenar por desprezar valores que são “sérios”. Ou por bancar o pistoleiro num filme de faroeste que julgava esquecido. Ela saudará quietamente. Você pode se tornar um histrião, ficar dramático e sentimental, ou rir sem motivos. Ninguém estará lá pra te lembrar das convenções sociais ou de comportamentos padronizados. A garrafa sempre foi bastante confiável.



Encontre a fera

“Você nunca saberá bosta nenhuma de um homem até ficar completamente bêbado com ele” . Charles Russell

Após cinco ou seis doses, o tigre começará a ficar agitado na jaula. Não se assuste: é hora de soltá-lo.

Observe seus olhos. São os mesmos olhos quando fica-se apaixonado por garotas que conheceu a dez minutos atrás. Ele lhe dirá coisas insólitas e completamente racionais. Vai ser difícil achar um argumento que destrua o que ele diz. Melhor desistir. E o animal está tão otimista. Por mais improvável que seja algum evento, ele o abraçará sem ceticismo. Se surgirem dezenas de aventuras, ele tentará todas, não se importando com os erros. Também possui coração mole, apesar da aparência feroz.

E não é um cara tão malvado como diziam... Esse povo que fala sobre o que não conhece! Ofereça uma dose para ele. Assim como você, ele também gosta de beber, afinal... ele é você.

Agora já dá reconhecer e categorizar esse espécime. É sua personalidade sem as amarras sociais. Um tímido que perdeu o medo de ser julgado negativamente. Um escravo liberto. Enfim, você conheceu a própria mente, e não o que parentes, amigos, chefes e todos os diabos deste mundo impõem como comportamento.

Após mais algumas doses, vocês estarão completamente integrados por uma calorosa amizade. Por que demorei tanto tempo pra conhecer esse cara? Talvez porque esteja bebendo com pessoas demais, eu lhe responderia.

Lembre-se que esse cara estava em todos os seus tombos. Em cada segundo da sua vida. Ele agüentou todas as marés baixas e desistências. Lá estava ele na mais baixa depressão e nos mais altos méritos. Em todo momento que você achou que alguém estaria olhando, esse alguém é o seu eu interno... e você só o encontrou agora, após uma longa bebedeira solitária.

Tome mais algumas, e mergulhe na nostalgia. Esse cara estava junto de algumas de suas trapalhadas. Também estava quando tudo deu certo. Ria com ele. Afinal, é o melhor amigo que você conhecerá. Que farão no futuro, agora que um não teme mais o outro?

Enquanto você mergulha mais fundo na garrafa, e no auto-conhecimento, começará a sentir uma estranha sensação de completude. Um nirvana etílico. A superfície é a profundidade. O sou, serei e fui  ao mesmo tempo, diz a fera. Os limites se encontram e tudo se mescla. Como ninguém está vendo, pode assumir a postura da flor de lótus e dar uma de Dalai Lama. O eu social e aquela criatura incompreensível vão aprender a gostar uma da outra. E este é o ponto, o ponto onde nenhum amigo real ou terapeuta babaca jamais chegarão.

Antes que a jornada interna acabe, tenha certeza do que exatamente acabou de realizar. Olhe-se no espelho e reconheça esse novo poder. Construiu vínculos e se aliou com a única pessoa deste planeta que ficará junto de ti caso se foda, ou seus sonhos sejam realizados: você mesmo.

Na manhã seguinte não se lembrará muito desta aventura, mas tudo bem... O subconsciente nunca esquece. Um estranho que genuinamente gosta de você é um poderoso aliado, pois ele surge quando menos se espera.

Na próxima vez que sair pra beber com amigos, olhe bem para a bebida, seu espelho secreto, e pense: “e aí, velho amigo, lembra-se dos nossos dias sossegados? Dos pensamentos que partilhamos? Nos encontraremos pela noite... Apenas você, eu, e muitas geladas”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quem diria...


Onde menos se limpa? O lugar mais infectado da casa é o interior da geladeira.

Seja limpo. Não trocar os lençóis da cama diminui o número de ácaros.

Longas horas sem comer e depois entrar num banquete pantagruélico controlam triglicérides e colesterol.

Volte a fumar. Pessoas que tentam largar o tabaco mais de 20 vezes durante a vida são as pessoas que mais vivem.

Adeus ecologistas! Cientistas descobrem método sustentável de sintetizar petróleo.

Negligência médica diminui a mortalidade. Médicos atenciosos matam mais.

(Em menos de cinco anos algumas das hipóteses acima serão cientificamente provadas).

sábado, 22 de outubro de 2011

Input Output

A Austrália tem talento para eventos não previstos e fenômenos caóticos.... Incêndios e inundações produziram isto (além de outras consequências). Dá próxima vez que ouvir linearidades sobre desastres naturais, desconfiarei ainda mais do "cidadão sensato".

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Game Over... Continue? Yes!

Seja o rei do mercado imobiliário, basta se cadastrar no CityRuler... Seja o melhor cozinheiro no CookingMaster. Seja o maior porrador de aliens, compre XYZ. Seja a professora mais gostosa, seja o maior assassino de policiais, tenha a maior horta de alface da história, seja o único a sobreviver num planeta distante, seja... 


Quanto tempo as pessoas perdem em games idiotas, em novelas babacas, em tubos de ensaio de realidades hipotéticas. "Ah, mas é difícil começar do zero!" Claro, se fosse fácil não existiriam games, simuladores, novelas... onde sempre se começa do zero. (Exceto se for apertado o "continue").



Aí me pergunto: até que ponto os jogos eletrônicos e a "realidade virtual" desenvolvem pessoas sem capacidade de reconhecer erros? As pessoas podem tomar decisões reais pensando que estão num ambiente onde os erros são/serão anulados? Que porra você fica fazendo sentado jogando essa imbecilidade de matar ET´s e ganhar poderes?



Toda cicatriz tem história. E eu não sei como o povo ainda não entrou na onda das Cicatrizes Estéticas. "Essa aqui eu ganhei no Counter Strike!"

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Shopping Center = Usina Hidrelétrica


Vamos imaginar que eu tenho 500 milhões de dinheiros. E que quero me tornar um empresário fodido. Mas, além de semi-bilionário, eu também sou bastante cagalhão. Odeio perder dinheiro. Quero algo sólido. Algo que não dê merda, algo imprescindível. Não quero depender do câmbio ou de demandas externas. Um investimento seguro e que depois eu possa viajar sem me preocupar como ele é administrado.

Fiat lux! Construo um Mall / UHE. Resume-se a tacar 400 milhas (+25% de margem de erro) num empreendimento que se sustenta por 30 anos fácil-fácil. Gasta-se uma verba pesada agora, que trará lucros no futuro, sem novos aportes consideráveis. Basta a manutenção da estrutura. Afinal, todo mundo quer gastar dinheiro / gastar eletricidade. Clientela garantida! Construo e depois saio viajando pelo mundo...

Positivos de um shopping: Valorização imobiliária. Sem concessões a vencer ou sob controle de preços do estado. Ergue-se um segundo shopping em cima do já existente (growth). Independe de modismos e do varejo. Ganhos atrelados à inflação / consumo. Negativos: pode não engrenar, pode ocorrer uma recessão grave, pode não ser bem gerido... e pode tomar alguns calotes (pontuais). Mais gastos de manutenção.

Positivos de uma UHE: preço tabelado pela inflação. Micro gastos com manutenção (ou seja, pode ser mau gerido). Sobrevive a pior recessão. Vende algo profundamente básico para a sociedade. Negativos: o Estado, sempre ele... Não tem crescimento (yield), e um dia a concessão acaba.

Qual Leviatã você prefere? Itaipu ou Iguatemi?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mas Eles Usam Branco!


Num consultório médico, a pessoa não se importa com certas “normalidades”. E se importa com outras desimportâncias. A primeira coisa é quando ela se senta num sofá onde milhares de outras pessoas (muito provavelmente doentes) já se sentaram. Eu acharia melhor esperar em pé, mesmo que demore.

Mas dá sede. Pega-se um copo descartável de origem desconhecida e toma-se água mineral de origem igualmente ignorada. Afinal, esses copinhos são derivados de petróleo, e até você tomar água, o processo químico-industrial impossibilita a infecção por germes... E o mesmo vale pra água, claro! 100% garantido. E essas revistas velhas, será que não dá pra comprar umas novas? Se as revistas são velhas, os copos são novos, certo?

Grita-se o nome da pessoa, e lá vai ela cumprimentar o médico com satisfação. Aperto de mãos... Todo mundo fica feliz quando vê o dermatologista e vai lá apertar-lhe as mãos. Prefiro ser antipático ao médico, principalmente dermatologistas... Nada pessoal. 

Hmmm, talvez a consulta envolva uma amostra de sangue. Mas só agora começam as preocupações. Por Júpiter, a agulha é descartável? Você viu a seringa dentro de uma embalagem esterilizada e lacrada? O que será que eu tenho? Por acaso, fiquei doente justamente por ter ido ao médico?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

New Cheese On The Block

Atenção franceses! Sigam-me neste passo a passo.

Primeiro passo. O sujeito vai a geladeira, corta um naco de Camembert, e sai mastigando. Afinal, um alimento bastante normal, e gostoso. Ainda por cima rico em cálcio.


Segundo passo. Ao invés de derivados de leite bovino, aplica-se leite humano. Um baita clichê daqueles que criticam a indústria de latícinios... Manteiga da Mamãe não é novidade para alguém consciente que o “primeiro passo” tem um grau de comportamento não questionado. Mas vamos entrar no mundo de Felipe (reductio ad absurdum).


Terceiro passo. Cromossomos caninos são fáceis de manipular. Em 50 anos, cria-se uma nova raça de cachorro, apenas selecionando as características que desejamos, e eliminando os filhotes inadequados. Imagine que, em nossa experiência, vamos selecionar cadelas que tenham “excesso de leite”. Escolhemos a raça X e passamos meio século reproduzindo as cadelas com mais leite, e doando os exemplares com menos leite para pessoas carentes ou com problemas emocionais (geralmente as duas coisas juntas).


Quarto passo. Teremos o Milkshire Terrier... ou outro nome qualquer. E a industrialização do leite canino. Que tal experimentar um pouco do delicioso Dog Cheese? Laika, além de proteger minha casa, também dá leite pra caramba. Faço pizza com Fromage d´Au Au. Grande Laika! Meus filhos nunca ficam doentes porque só bebem leite de cachorra Lassie.


Absurdo? Mas utiliza-se leite de outros bichos em inúmeros alimentos sem que ninguém ladre a bizarrice. E ainda ficam preocupados com transgênicos. Oras... Sejam mais críticos / criativos na próxima pizza 4 queijos.

Bônus: receita de omelete de queijo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

E Então, Fomos Surpreendidos Novamente

A priori, não sou contra a continuação de filmes. Elas podem melhorar a estória (Poderoso Chefão), podem piorar (Matrix), ou podem ser redundantes (Sexta-Feira 13). Mas o cinema de terror tem abusado das sequências nos últimos anos, principalmente no estilo “câmera na mão, e nenhuma idéia do que está acontecendo”.

Eles são imprevisíveis na sétima arte. Ninguém sabe qual o próximo blockbuster que custou singelos 20 mil doletas. Verdadeiros cisnes negros do gênero Terror... O início deu-se com Bruxa de Blair. Surgindo do nada , o filme marcou seu nome na cinematografia com enredo esperto. Jovens tentando gravar um documentário numa floresta assombrada. Partindo do princípio que o terror máximo é não saber a causa do próprio terror, o filme retrata apenas a tortura psicológica dos jovens, e só... Assustador. 

Mas aí vem a sequência. Como fazer para a coisa ficar mais horripilante ainda? Adicionando elementos que não existiam no filme anterior, lógico! Bruxa de Blair 2 ficou uma bosta... No mesmo estilo, aparece então na Espanha o bem amarrado [REC]. Um pequeno prédio é isolado por conta de certa “doença” inexplicável. E lá dentro há um grupo de reportagem. Foi outro cisne negro, e outro sucesso. Se funcionou tão bem, melhor gravar o [REC]². Os mesmos elementos ao quadrado, como já entrega o título... e outra continuação de merda.

Mais um filme inesperado: Atividade Paranormal. Há relatos de pessoas que passaram mal de tão aterrorizadas. O filme captura um casal idiota numa casa assombrada. Obviamente, fez-se a continuação. Agora, família idiota com cachorro, numa casa maior, com mais câmeras... e bem mais assombrada. Quanta originalidade! Não contentes, fizeram a terceira parte. Voltam ao passado, e mais do mesmo. Será que não dá pra mudar o cardápio?

No mesmo estilo, o honesto Cloverfield (“Monstro” em português) não se atreveu nas continuações. Claro! Se no primeiro filme, Nova Iorque é destruída por um monstro tão grande que nem se enquadra nas câmeras, a sequência implicaria monstro maior ainda, destruindo o Hemisfério Norte inteiro e... Convenhamos: ficaria muito forçado. E um lixo.

Acabei de assistir Repulsion, do Roman Polanski. Altamente recomendado. Repulsa ao Sexo, na terrinha... Caralho, o cara que traduz os títulos deveria ser espancado em praça pública.