Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

E Então, Fomos Surpreendidos Novamente

A priori, não sou contra a continuação de filmes. Elas podem melhorar a estória (Poderoso Chefão), podem piorar (Matrix), ou podem ser redundantes (Sexta-Feira 13). Mas o cinema de terror tem abusado das sequências nos últimos anos, principalmente no estilo “câmera na mão, e nenhuma idéia do que está acontecendo”.

Eles são imprevisíveis na sétima arte. Ninguém sabe qual o próximo blockbuster que custou singelos 20 mil doletas. Verdadeiros cisnes negros do gênero Terror... O início deu-se com Bruxa de Blair. Surgindo do nada , o filme marcou seu nome na cinematografia com enredo esperto. Jovens tentando gravar um documentário numa floresta assombrada. Partindo do princípio que o terror máximo é não saber a causa do próprio terror, o filme retrata apenas a tortura psicológica dos jovens, e só... Assustador. 

Mas aí vem a sequência. Como fazer para a coisa ficar mais horripilante ainda? Adicionando elementos que não existiam no filme anterior, lógico! Bruxa de Blair 2 ficou uma bosta... No mesmo estilo, aparece então na Espanha o bem amarrado [REC]. Um pequeno prédio é isolado por conta de certa “doença” inexplicável. E lá dentro há um grupo de reportagem. Foi outro cisne negro, e outro sucesso. Se funcionou tão bem, melhor gravar o [REC]². Os mesmos elementos ao quadrado, como já entrega o título... e outra continuação de merda.

Mais um filme inesperado: Atividade Paranormal. Há relatos de pessoas que passaram mal de tão aterrorizadas. O filme captura um casal idiota numa casa assombrada. Obviamente, fez-se a continuação. Agora, família idiota com cachorro, numa casa maior, com mais câmeras... e bem mais assombrada. Quanta originalidade! Não contentes, fizeram a terceira parte. Voltam ao passado, e mais do mesmo. Será que não dá pra mudar o cardápio?

No mesmo estilo, o honesto Cloverfield (“Monstro” em português) não se atreveu nas continuações. Claro! Se no primeiro filme, Nova Iorque é destruída por um monstro tão grande que nem se enquadra nas câmeras, a sequência implicaria monstro maior ainda, destruindo o Hemisfério Norte inteiro e... Convenhamos: ficaria muito forçado. E um lixo.

Acabei de assistir Repulsion, do Roman Polanski. Altamente recomendado. Repulsa ao Sexo, na terrinha... Caralho, o cara que traduz os títulos deveria ser espancado em praça pública.