Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Octanagem de um Lógico

Considerando que um bom católico faz salamaleques (sinal da cruz) quando passa em frente de uma igreja; 

Considerando que existem milhares, talvez milhões, de igrejas católicas no planeta Terra;


Considerando que possivelmente  todas elas estão voltadas para algum grau dos 360 graus da circunferência;


Considerando que bastaria um passo, em qualquer direção, para se passar na frente de qualquer igreja existente;


Concluo que não há mais um único católico no planeta. Ou que o ser humano liga/desliga suas crenças quando conveniente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Santa is a Drunkard




Depois de alguns anos de alcoolismo, alguns sintomas são evidentes. Consumo de calorias vazias incham o corpo. A face fica vermelha e o nariz batatudo. Falta fazer a barba, sem contar as coisas caóticas do tipo "entrar pela chaminé porque perdeu as chaves de casa". Antes de encontrar as crianças, é melhor trazer uns presentes (tecnicamente, um suborno). E não esqueça da coca-cola: ótimo remédio para a ressaca. 

Mas não vamos crucificar o Papai Noel... Afinal a cruz já tem dono e o bom velhinho é um cara legal... apesar de seu problema com álcool, hohoho!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Siga Aquela Cenoura!

Semelhanças com meu local de trabalho não são coincidências.

Supondo duas categorias profissionais semelhantes, X e Y. Por tradição, esperteza e poder, Y sempre ganhou 20% a mais que X. E esta, revoltada, sempre reclamou a isonomia salarial.

Integrantes de X fazem de tudo pra receber o mesmo que Y. Saem atrás de outros X´s para assinar manifestos. Pesquisam a discrepância entre X e Y no resto do mundo. Consultam juristas (classe bem próxima a Y) e recebem opiniões favoráveis sobre a equiparação de salários. Enquanto isso, Y nada faz. Nem se abala.

Por quê?

Oras... X é como o burro que persegue a cenoura que está amarrada em si mesmo. Assim que X receber ilusórias aproximações salariais, Y sabe que, no futuro, essa “aproximação” será corrigida. Afinal Y ganha 20% a mais que X.  

Mas não vamos contar isso para X. Alguns deles talvez ainda acreditem em Papai Noel.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Anti Pet

Por que é desumano enterrar um cachorro vivo? Desumanas não seriam as práticas que prejudicam ou desestabilizam a raça humana? Enterrar cachorros, portanto, seriam práticas anti-caninas, ou zoófobas (pra ser mais abrangente).  Para o cachorro é uma excelente elevação de status quando alguém humano lhe dá uma fodida, e essa fodida recebe a alcunha de “desumana”.

 Estranho isto...  Se há mais gente defendendo os animais, eu não me espantaria de que mais gente está comendo mais atum.  

***

Temos uma visão exageradamente antropocêntrica. Somos os melhores e os mais inteligentes, somos a perfeição ambulante da natureza, somos os filhinhos preferidos de Deus. Mas a realidade cotidiana e as ciências insistem em dizer o contrário.

Mas podemos negar esses avisos desagradáveis. A primeira medida é se manter ignorante, o que é fácil. Assista televisão, freqüente uma igreja qualquer e nutra idéias de que temos objetivos e valor neste mundo.

Para o cotidiano e suas alegações que somos desprezíveis, as atitudes de negação tornam-se um pouco mais elaboradas: é preciso agarrar-se à moral, à família, a ideias políticos e ecológicos, e arranjar um animal de estimação.

Continuamos como um lixo orgânico cuja brevidade é conhecida. Mas com um animal de estimação temos a confirmação fofinha de nossa superioridade. Eles não são tão melhores e inteligentes, nem perfeitos... apenas os caçulinhas de Deus, dependente dos poderosíssimos humanos. Não à-toa dizem que um bicho combate a depressão.

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Tendência para acumular animais de estimação revelam uma mentalidade de animal de estimação?

Sim! Claro que essa especulação é bem estilingada (super método indutivo, onde se parte de migalhas de informação para uma enorme confeitaria teórica)

Traços comuns da supervalorização dos animais domesticáveis: solidão, baixa estima, tendência a se sentir vítimas da sociedade, emotividade, ansiedade e pouca racionalização.

Assim, o ditado do cachorro parecido com o dono adquire uma dimensão insuspeitada. E não tente argumentar contra os animais com essas pessoas: elas não são racionais.

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 Voltando ao hábito de enterrar cachorros. O que é mais cruel?

a)      Deixar um cachorro que foi enterrado mais meia hora lá embaixo, e talvez deixá-lo pra sempre, uma vez que o cadáver poderá trazer problemas sanitários para o entorno; ou
b)      Desenterrar o cachorro, bradar pelos ares “coitadinho!” e apresentá-lo a uma continuação dolorosa da nesga de vida que ainda lhe resta com o propósito claro de fazer uma boa ação.

Usando palavreado do mercado financeiro, qual o break even da pet cruelty? Por acaso estamos prorrogando irracionalmente o sacrifício quando o veterinário dá a palavra final?

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Das milhares de coisas que podemos fazer para tornar o mundo melhor, salvar animais domesticados me parece a medida mais reacionária, consumista e TFP.

Há um colante popular em carros. “Eu freio para animais”. Essa mensagem deixa claro que a pessoa salvará um cachorro que não sabe atravessar a rua, freando bruscamente numa via pública. Se o automóvel de atrás é uma perua escolar, c´est la vie. Ou talvez o pedestre atropelado não entenda a “boa ação” do motorista.

Por incrível que pareça, a pessoa que freia para animais será vista como um cidadão consciente e responsável...

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O estranho dom da consciência cria hábitos bastante irracionais. Lembram-se da bola de vôlei Wilson, e seu dono isolado numa ilha? Sabe-se lá por quê, acabamos projetando personalidade em objetos inanimados.

Assim, a internet tem dias bons, o carro me entende, o chinelo direito sempre some, etc.

Se projetamos almas em objetos, imagine em animais de estimação. Totó fica ao meu lado quando estou doente, ele sabe quando vai passear, ou eu vou viajar... Mas essas são frases até normais.

Entra-se em pirações quando se manda o cachorro fazer acupuntura. Quando se tem certeza que o bicho “sabe” o nome dele. Ou a pessoa viaja e pede pra falar com o gato pelo telefone. Acorda!!!

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Só existe um problema quando temos consciência de sua existência. Se o cano vaza dentro da parede, mas eu não vejo qualquer sinal de umidade, então nenhum cano vaza. É óbvio.

Outro dia, no Facebook (a grande coleção de asneiras humanas), surgiu um anúncio bastante comovente. “Família carente salva Dog Alemão”.

Prontamente surgiu um bemfeitor... da família carente? Claro que não! O dog alemão já tem um lar cheio de amor e carinho.Ufa, o mundo realmente precisa destas pessoas bem intencionadas!

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Em 330 anos, uma migalha de tempo, saímos de estados escravocratas para estados defensores de animais. Não estou defendendo a volta da escravidão, claro... Mas se pensarmos um pouco, nota-se o absurdo do comportamento humano. Você podia ter um negrinho, e agora você pode ter um cachorrinho.

Qual será a “propriedade animada” daqui a 500 anos?

(O cachorrinho vai ter você, o meu palpite)

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Nossos antepassados caçavam mamutes. Era um belo pedaço de carne, cuja captura envolvia risco, músculos, coragem e engenhosidade. Os primeiros cães ficavam com os ossos, pois nosso organismo não sabe lidar com eles...

Hoje temos animais de estimação porque eles são divertidos, carinhosos e outra baboseiras. No entanto, várias sociedades não têm animais de estimação simplesmente porque não podem ter. Se não há excedente, não há totós.

Assim, o ônus (tanto material quanto moral) de sustentar animais domesticados cai nas esferas mais altas de renda. Ou naqueles que se sentem mais culpados (atropelei uma criança nos anos 80, agora crio 21 gatos).

 Vamos supor que uma guerra sem precedentes destrua boa parte do Ocidente. Onde vale o “olho por olho” os defensores dos animais convenientemente suspendem suas reivindicações. Logo, essa espécie “humana” só existe em sociedades prósperas, pacíficas e irremediavelmente culpadas.

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Bicho não é humano. Aliás, nem humanos são grande coisa... Há um filme excelente para tentar entender a tumultuada relação entre humanos e caninos: White Dog, do mestre Sam Fuller. Não é o tipo de filme que passará na Sessão da Tarde.

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Conclui-se que eu enveneno os cachorros dos vizinhos e dou bicuda em gatos? Não. Longe disto... mas não sou advogado dos bichos. Sou defensor dos humanos. Na Renascença havia o conceito do humanista como aquele que tenta elevar a espécie humana, custe o que custar . Maquiavel era um deles, mas o povo, quando muito, prefere ler o verbete “maquiavélico” do que conhecer as obras do italiano.

Hoje temos essa espécie babaca e carente do “Animalista”, comprando florais de Bach pra poodle desdentado e postando besteiras no Facebook. Se esse tipo de gente acha que está prestando um serviço à sociedade, tenho más notícias. Pode ser bonitinho e politicamente correto, mas o resultado só será bom para os animais, que morrerão sem inventar nada, sem escrever um livro, e sem projetar uma ponte, ou ter plantado uma árvore.

Temos de nos tornar melhores, mais inteligentes, menos destrutivos, mais criativos e mais artísticos. Isso se dá investindo em ciência, artes, engenharia e senso crítico. Tornar-se babá de bicho é um fenômeno reacionário e consumista, cujo resultado social é zero.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Paciência Seria Mesmo Uma Virtude?

Trabalho com público, isto é, com uma parcela grande de idiotas. Eles, os idiotas, farão todo tipo de burrice, como esquecer o que não deveria ser esquecido, utilizar o que não deveria ser utilizado e implorar por perdão, jeitinhos e padrões mais baixos de exigência quando seus erros ficam evidentes. Confesso que isso é enfurecedor... Mas não adianta ficar nervoso com esse povo. Eis por quê.

Imaginemos sapos. Da mesma espécie e do mesmo sabor. Certo gavião pegou predileção pelo anfíbio, e aqueles com cores mais claras provam-se muito evidentes no pântano. Os mais escuros sobrevivem apenas porque a camuflagem funciona melhor. Em pouco tempo, todos os sapos claros (burros) estarão na barriga dos gaviões, enquanto os mais escuros (inteligentes) continuam vivos e bem.

 Ah, mas e se um sapo branco for inteligente?”, bradará o justiceiro. Se ele for inteligente, ele se suja de lama... Bem simples. Antes que me acusem de “lamismo”, o que eu quero dizer é: aquele que não se adapta, morre. Igualmente bem simples.

Com idiotas humanos acontece a mesma coisa. Enquanto os inteligentes se adaptam, os burros vão continuar pentelhando e pedindo perdão por chapinhar em área pantanosa. A pressão evolutiva eliminará esses idiotas no longo prazo, e um ataque de nervos não se equipara, nem de longe, ao gavião. Paciência, meu caro, muita paciência, e nenhuma piedade.

No mercy! O eventual esporro com idiotas talvez até qualifique o estressado como um bobo. Se o indivíduo quer realmente diminuir o número de panacas, deverá somente punir sem dó. Inteligentes adaptam-se. Os idiotas ficarão chorando na barriga dos gaviões. O chororô, portanto, é só ruído da seleção natural... Mas há um outro pensamento ainda mais maligno no próximo parágrafo.

Tal raciocínio me leva uma dúvida realmente atroz: através de um lugar-comum-pseudo-evolutivo, julga-se que entramos numa fase decadente por salvar idiotas indiscriminadamente, mas não é exatamente o aumento dos tontos que favorece a prosperidade dos mais inteligentes? Seria como se os sapos da cor lama mantivessem um programa social “favorecendo” os sapos mais claros...Hmmm.... A partir de hoje, eu elogiarei a televisão.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quem é mais esperto?

Dados: um prédio de escritórios tem oito andares. Cada andar tem acesso fácil aos outros andares. Cada andar tem um faxineiro responsável pela limpeza. E há um banheiro por andar... 

Vamos supor que o sexto andar tenha um faxineiro relaxado. O banheiro vive sujo, mijado e cagado. Lentamente, os funcionários do sexto andar passam a frequentar os banheiros dos andares próximos, e mais limpos. Assim, os faxineiros do quinto e do sétimo andar serão sobrecarregados, pois são mais competentes (injustiça? sim!). E o relapso faxineiro do sexto andar terá menos trabalho (injustiça? você já sabe a resposta). 

Essa dinâmica é típica do Dilema do Prisioneiro. (Adoro esses lusitanismos da Wikipédia. Nós brasileiros somos pouco cooperativos com os patrícios.)

Caso o faxineiro relaxado seja demitido, o novo faxineiro será brindado com uma ilusória realidade: o banheiro do seu andar constuma estar mais limpo que o dos outros. Será um faxineiro de sorte. Mas só por algum tempo. Logo os funcionários percebem que o banheiro do seu andar está limpo, ou o faxineiro do andar adjacente desanda... Ou os funcionários dos andares próximos consideram o banheiro do sexto andar tão limpo que merece uma cagada.

Estranhamente, o Dilema do Prisioneiro não previu que os participantes podem ser arbitrariamente trocados. Por isso que considero a psicologia atual totalmente obsoleta, e a "teoria dos jogos" como ciência futura. Todos os participantes devem ser trocados. Que tipo de psicanálise surgirá de elementos trocados aleatoriamente?

Cooperar (ou não) com o próximo é algo muito rotineiro. O interessante do dilema do prisioneiro é sua contaminação em praticamente todos os aspectos da vida diária e social humana. De condomínios a pegar carona com colegas de trabalho. Da pizza em família até declarações de imposto de renda. Estranhamente, os estudiosos da "teoria dos jogos" reclamam de poucos exemplos práticos. Por Jupiter, onde esses caras vivem?!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não Pedi Pra Nascer!

Agnósticos gostam deste argumento frágil. Quando alertados que não há diferença formal entre “antes de nascer” e “depois de morrer”, eles alegam romanticamente que isso é um absurdo. Os vivos fazem sim diferença. Podemos melhorar o mundo! Ser gentil com o próximo, levar alimentos aos famintos, combater multinacionais, salvar animais em extinção, blá blá blá.

E é blá blá blá mesmo. Aqueles que se dedicam a esse argumento, eu gostaria de pedir uma descrição de algum ancestral cuja vida tenha transcorrido 300 anos atrás. Lá por 1711. Claro que esse antepassado marcou a existência neste planeta, senão seus tataranetos não estariam aqui... Mas, se num espaço curto de tempo há pouca informação sobre essa pessoa, o que dizer sobre um antepassado a 3 mil anos? Talvez 30.000 anos? Que marcas elas deixaram no mundo além de um DNA sortudo?


Repito, se essas pessoas não tivessem nascido e se reproduzido, não estaríamos aqui. Mas esse mesmo fato não valida o argumento. O DNA sortudo é a única diferença, por enquanto, entre não nascer ou morrer. Assim, estamos reduzidos a equações não lineares, genética sortuda e seleção natural. Para fazer “mais diferença”, teríamos de ter muitos filhos e torcer pela sobrevivência da linhagem.


Mas, no futuro, as pessoas não saberão distinguir se um dia realmente nascemos. Caso ainda existam Homo sapiens no mundo, pois é inevitável a extinção, e isso decretará que você e eu nunca nascemos mesmo, ou morremos... Enfim, não fará diferença  termos nascido, morrido no parto ou tido milhões de descendentes...


(Muita gente se preocupa com animais em extinção, mas só alguns excêntricos se preocupam com animais que não sabemos que foram extintos porque nem sabemos se um dia eles realmente existiram. Se estatisticamente é igual ter nascido ou não, também é estatisticamente correto beber um copo d´água filtrada que já foi “bebida” diversas vezes).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bizantinas

Não há um ETF para o IEE. Traduzindo: não há um fundo cotado em bolsa que replique o índice das empresas de energia elétrica. Vergonha! Seria o ETF mais simples de ser administrado, ou eu estou enganado? Reclamo, pois ando exausto de ler milhares de minúcias de cada empresa, e como isso pouco altera o resultado final do investimento...

A cada solavanco econômico, surge a notícia do ouro como melhor investimento. Não no Brasil. Aqui, o investidor em ouro ou é bilionário, ou é louco varrido. Não temos fundos replicando cotações, não temos liquidez no home broker, não temos segurança pra guardar lingotes no colchão e, principalmente, não temos 250.000 reais pra fazer “alocação” no vil metal... Eu, pelo menos, confesso não ter.


Fico maravilhado com babacas que se orgulham de ter “lotes de ações”. Grande merda! Seu corretor achará bonito sua carteira com 1000 ações do Bradesco mas nutrirá eterno desprezo se você tiver 1053 bbdc´s? A CVM deveria abolir essa bizarrice de lote x fracionário. Afinal, toda fração, uma hora ou outra, torna-se lote.


Peguei os resultados trimestrais de CPFL e Renova Energia. Queria saber quanto custa o investimento em energia eólica. Cheguei a média de 9 milhões de reais por megawatt. Os contratos foram assumidos em leilões com megawatt/hora entre 100 e 150 reais. Tem empresa vendendo a 40 no mercado livre. Interlúdio: assisti ao Wall Street 2, bela merda cheia de clichês sobre o mercado financeiro, mas acerta num setor. Esse papo de energia renovável cheira a Gloom, Boom & Doom.  

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ninguém Perguntou a Minha Versão!


Há muitos anos atrás, peguei um Balzac. Puta chatice, conclui, e larguei o livro cujo título nem me recordo... Alguns dias atrás, voltei ao Balzac. As Ilusões Perdidas. Li praticamente numa rabada, e me perguntei diversas vezes “como eu não tinha lido aquilo antes?”.

É assim mesmo. Em boa parte das vezes, a culpa não cabe ao livro, mas ao leitor. Ele quem não está preparado para a obra. E então fiquei pensando, a la Pierre Menard, em que outros livros podem ter não só outros leitores, como também outros escritores e outros pontos de vista.

Dom Quixote De La Mancha por Sancha Pança.

Dom Casmurro Reloaded (Capitu solta o verbo).

A tragédia de Helena e o Verdadeiro Rapto do Cavalo de Tróia.

Retratos da Montanha, por Madame Chauchat.

Deu a Louca em Theo Van Gogh! Irmão conta tudo sobre o outro irmão.

Um filão literário muito instigante, mas creio que os escritores não vão se dedicar a isso. Modéstia nunca foi o forte dessa raça. Mas a idéia é boa... Tenhos outros títulos de livros que nunca serão escritos...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

In and Out está Out. Agora é Long / Short


A estratégia do Long / Short é fácil de entender. Se algo vai pro buraco, ficamos short  naquilo. Em bom português: “vendidos”.  Assim, craque em fim de carreira é short total. Tipo o grande goleiro Marcos. Ele vai parar, ele sumirá dos campos. Short em São Marcos. Sad but true.

Long é o “comprado”. Justin Bieber, por exemplo... quem diria que um moleque anêmico, cujo cabelo parece uma peruca, faria tanto sucesso? Quem entrou long em Bieber está rico. O próximo long óbvio é numa cantora de MPB assexuada, talvez do sapato grande. Elas vão fazer sucesso, e quem entra em short nisso vai se dar mal...

Vamos dar outros pitacos long / short fora do mercado financeiro.

Carro elétrico no brasil? Shortíssimo. Long em eólicas: elas vão dar prejuízo, mas todo mundo vai pagar caro pra bancar a fama de ecológico... O que nos leva ao short em passarinhos, e MWh (putz, eu falei que ficaria fora do mercado).

Livros de papel: long. Os entusiastas do e-book são justamente as pessoas que não lêem! Long nelas também.

Short em Facebook.A consolidação de uma rede social é tudo que o mundo precisa pra se criar outra rede social, mas dessa vez só com as pessoas legais...

Long em alguma gripe fatal muito louca. Long em animais de estimação, enquanto dou short em planos de saúde para humanos. Há um frenesi por cuidar de “bichinhos” e negligenciar o próprio bem-estar.

Long em evangélicos. Short em ateus. E você achou que a internet economizaria papel e deixaria as pessoas mais inteligentes... Bom, eu também achei isso. Short em meus palpites.