Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não Pedi Pra Nascer!

Agnósticos gostam deste argumento frágil. Quando alertados que não há diferença formal entre “antes de nascer” e “depois de morrer”, eles alegam romanticamente que isso é um absurdo. Os vivos fazem sim diferença. Podemos melhorar o mundo! Ser gentil com o próximo, levar alimentos aos famintos, combater multinacionais, salvar animais em extinção, blá blá blá.

E é blá blá blá mesmo. Aqueles que se dedicam a esse argumento, eu gostaria de pedir uma descrição de algum ancestral cuja vida tenha transcorrido 300 anos atrás. Lá por 1711. Claro que esse antepassado marcou a existência neste planeta, senão seus tataranetos não estariam aqui... Mas, se num espaço curto de tempo há pouca informação sobre essa pessoa, o que dizer sobre um antepassado a 3 mil anos? Talvez 30.000 anos? Que marcas elas deixaram no mundo além de um DNA sortudo?


Repito, se essas pessoas não tivessem nascido e se reproduzido, não estaríamos aqui. Mas esse mesmo fato não valida o argumento. O DNA sortudo é a única diferença, por enquanto, entre não nascer ou morrer. Assim, estamos reduzidos a equações não lineares, genética sortuda e seleção natural. Para fazer “mais diferença”, teríamos de ter muitos filhos e torcer pela sobrevivência da linhagem.


Mas, no futuro, as pessoas não saberão distinguir se um dia realmente nascemos. Caso ainda existam Homo sapiens no mundo, pois é inevitável a extinção, e isso decretará que você e eu nunca nascemos mesmo, ou morremos... Enfim, não fará diferença  termos nascido, morrido no parto ou tido milhões de descendentes...


(Muita gente se preocupa com animais em extinção, mas só alguns excêntricos se preocupam com animais que não sabemos que foram extintos porque nem sabemos se um dia eles realmente existiram. Se estatisticamente é igual ter nascido ou não, também é estatisticamente correto beber um copo d´água filtrada que já foi “bebida” diversas vezes).