Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Siga Aquela Cenoura!

Semelhanças com meu local de trabalho não são coincidências.

Supondo duas categorias profissionais semelhantes, X e Y. Por tradição, esperteza e poder, Y sempre ganhou 20% a mais que X. E esta, revoltada, sempre reclamou a isonomia salarial.

Integrantes de X fazem de tudo pra receber o mesmo que Y. Saem atrás de outros X´s para assinar manifestos. Pesquisam a discrepância entre X e Y no resto do mundo. Consultam juristas (classe bem próxima a Y) e recebem opiniões favoráveis sobre a equiparação de salários. Enquanto isso, Y nada faz. Nem se abala.

Por quê?

Oras... X é como o burro que persegue a cenoura que está amarrada em si mesmo. Assim que X receber ilusórias aproximações salariais, Y sabe que, no futuro, essa “aproximação” será corrigida. Afinal Y ganha 20% a mais que X.  

Mas não vamos contar isso para X. Alguns deles talvez ainda acreditem em Papai Noel.