Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quem é mais esperto?

Dados: um prédio de escritórios tem oito andares. Cada andar tem acesso fácil aos outros andares. Cada andar tem um faxineiro responsável pela limpeza. E há um banheiro por andar... 

Vamos supor que o sexto andar tenha um faxineiro relaxado. O banheiro vive sujo, mijado e cagado. Lentamente, os funcionários do sexto andar passam a frequentar os banheiros dos andares próximos, e mais limpos. Assim, os faxineiros do quinto e do sétimo andar serão sobrecarregados, pois são mais competentes (injustiça? sim!). E o relapso faxineiro do sexto andar terá menos trabalho (injustiça? você já sabe a resposta). 

Essa dinâmica é típica do Dilema do Prisioneiro. (Adoro esses lusitanismos da Wikipédia. Nós brasileiros somos pouco cooperativos com os patrícios.)

Caso o faxineiro relaxado seja demitido, o novo faxineiro será brindado com uma ilusória realidade: o banheiro do seu andar constuma estar mais limpo que o dos outros. Será um faxineiro de sorte. Mas só por algum tempo. Logo os funcionários percebem que o banheiro do seu andar está limpo, ou o faxineiro do andar adjacente desanda... Ou os funcionários dos andares próximos consideram o banheiro do sexto andar tão limpo que merece uma cagada.

Estranhamente, o Dilema do Prisioneiro não previu que os participantes podem ser arbitrariamente trocados. Por isso que considero a psicologia atual totalmente obsoleta, e a "teoria dos jogos" como ciência futura. Todos os participantes devem ser trocados. Que tipo de psicanálise surgirá de elementos trocados aleatoriamente?

Cooperar (ou não) com o próximo é algo muito rotineiro. O interessante do dilema do prisioneiro é sua contaminação em praticamente todos os aspectos da vida diária e social humana. De condomínios a pegar carona com colegas de trabalho. Da pizza em família até declarações de imposto de renda. Estranhamente, os estudiosos da "teoria dos jogos" reclamam de poucos exemplos práticos. Por Jupiter, onde esses caras vivem?!