Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 28 de abril de 2012

It´s a Man´s Man´s World

Ecologistas adoram o papo de "viver em harmonia com a natureza". Eles pegam um bocado de mata atlântica e dizem: olha, os bichos e as plantas todas vivendo em harmonia, coisa linda!

Que tipo de noção irreal faz alguém acreditar que existe harmonia ali? Me mostre a paz e eu apontarei a guerra. É um fato incontestável que todos os seres vivos estão numa luta continua pela sobrevivência. Todos querem comer algo que não quer ser comido, e todos precisam se reproduzir antes de virarem comida. Até o mais besta dos besouros e o tufo banal de mato.

Não sei se alimentados por crenças orientais babacas (ou romantismo infantil), os ecologistas se negam a ver que só ocorre harmonia quando todos estão mortos. A natureza só funciona como um ecossistema justamente por causa da guerra diária. Portanto suspeite quando tentarem te vender trecos orgânicos ou "verdes". Sempre há algo prejudicado ou morto. E não queira viver em harmonia com a natureza. Isso não existe.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

God damn, the pusher...

Não é raro encontrar idiotas cuja prioridade seja a saúde. "Tudo pode esperar, mas a saúde vem em primeiro lugar".

Ahhh... previsível o meu escárnio. 

Não é que sou favorável ao sistema doentio, mas... Por que esses idiotas privilegiam tanto suas próprias funções vitais? Que porra eles farão salutarmente? Go to the mall?

Dá um certo desconforto. Uma vontade de ser doente.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Where is the money, Lebowski?

Clichê: É uma tolice pegar um punhado de dinheiro e apostar na bolsa de valores. Aquilo é tudo fantasia, nada daquilo existe de verdade!  

E não seria uma tolice pegar um punhado de dinheiro e achar que aquilo é real? Há muito mais fantasia do que julga sua vã sabedoria, oh Horácio... incluindo papel-moeda, lastro em ouro, ou títulos da dívida americana. Não há porque se preocupar com os unicórnios que podem pastar seus dólares da bolsa de valores. Ou de qualquer outra pastagem física ou abstrata. 

Bônus: Nobody calls me Lebowski.

domingo, 22 de abril de 2012

O Verdadeiro Preço de uma Saboneteira


Desde que me mudei para o apartamento, meus vizinhos me causam incômodo. Não porque sejam festeiros, ainda bem, mas pela falta de educação financeira. Todos estão animados para “investir” nos seus apartamentos. Menos eu. Meu problema é “Quanto se gasta com um imóvel e o que realmente lucramos quando, e se, o vendemos 10 anos depois”.

A sabedoria popular diz que esse é um dos melhores investimentos que o indivíduo pode fazer na vida. Uma verdade do ponto de vista do conforto e tranquilidade. Proprietários dormem melhor que inquilinos. Mas, pelo lado financeiro, furada sem tamanho. Veremos com algumas continhas desagradáveis.

Supondo que eu comprei uma casa enorme, no ano 2000, por 200 mil reais. E a vendi em 2010 por 700 mil reais. Belo lucro, dirá a sabedoria popular, dá pra comprar 3 casas iguais àquela e ainda sobra algum!... Eu já disse que a sabedoria popular não sabe bosta nenhuma. Vou dar mais alguns números:  

+ Inflação de 6% ao ano.

+ Benfeitorias no imóvel por ano: 5 mil reais (inclui armários embutidos, pisos, iluminação, pintura, mobiliário e trecos cotidianos). Parti do princípio que essas melhorias aconteceram ao longo dos 10 anos em que morei na casa. Primeiro a marcenaria, pisos, depois cortinas e outras groselhas. E por fim, a típica pintura antes de vender o imóvel. Imaginei 50 mil reais ao longo do tempo, e a média seria os 5 mil citados.

+ Gastos com o imóvel por ano: 4,8 mil reais (inclui impostos, segurança, jardineiro, manutenção, etc). Usei o mesmo princípio das benfeitorias , exceto que estes gastos não são opcionais.

Vou explicar como eu chegarei num número monstruoso. A conta foi montada assim: Os gastos mensais, de 9,8 mil reais no primeiro ano, foram corrigidos pela inflação. Portanto, no último ano, eu teria gasto 16.556,89 reais com o imóvel.

Inflacionei então os 200 mil do imóvel somados aos valores anuais corrigidos dos gastos. Por 10 anos. E cheguei aos tremendos 523.738,47 reais. Esse é o valor quanto gastei com a casa própria. Se a vendi por 700 mil, não tive um lucro de 500 mil reais, mas sim de 176.261, 53 reais. Só! Nota-se a diferença entre “lucro psicológico” e o verdadeiro lucro financeiro.

Veja que a inflação e os supostos “investimentos” no imóvel são, na realidade, um buraco negro de dinheiro. Além dos 200 mil, tirei do meu bolso outros 323.738,47 com o imóvel. Culpa dos impostos, das malditas luminárias e dos armários sob medida que hoje estão fora de moda e meio banguelas. Exagero meu? Claro que não. Uma luminária de 50 reais em 2000, graças a inflação, tornou-se uma tranqueira de 84,47 reais.

Séria punhalada financeira. Vou agora dar 2 exemplos do porquê o sonho da casa própria é uma furada. First, a depreciação. Lembra da luminária de 84 reais? Ela seria vendida no Mercado Livre por 10 reais, no máximo. Por isso estão vendendo aquela casa recém construída por 1 milhão de reais. Enquanto a minha foi vendida por 700 mil, já com armários banguelas e luminárias do Mercado Livre.

Segundo.  Ao invés de “investir”  200 paus na casa, se eu tivesse comprado títulos do tesouro pré-fixados que pagassem inflação mais 4% ao ano... menos 15% de IR... eu teria líquidos 400.851,10 reais. Bem melhor que os 176.261, 53 reais da minha grande sacada imobiliária.

Portanto, não fique chocado quando entrar na minha casa. As lâmpadas ficarão pendentes do teto por um bom tempo. Não tenho paciência de procurar luminárias depreciadas no Mercado Livre. E não estou nem um pouco animado com marcenaria ou box de vidro temperado. O preço destas coisas está um absurdo (daqui a dez anos).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A tragédia...

dos ateus: não dá tempo para rir dos crentes.
 
dos vegetarianos: somos feitos de carne.
 
das religiões: elas também evoluem.
 
dos socialistas: dinheiro separa os ricos dos idiotas.
 
dos capitalistas: a curva de juros fica bem boa depois da morte.
 
dos herdeiros: não surfam na curva dos juros.
 
dos perfeccionistas: o universo é imperfeito.

dos maconheiros: toxina botulínica também é um produto natural e tal.
 
dos trabalhadores: só aposentam quando estão velhos.
 
dos abstêmios: o medo crônico de si mesmo.

dos casados: vivem mais e melhor.

dos médicos: no futuro, vão rir do seu trabalho.

dos artistas: só um puta azar faz você ficar famoso. 

dos naturistas: um dia o inverno começa.

dos ecologistas: parasitas nunca se preocupam realmente com o hospedeiro.

dos jovens: não há correlação entre ficar velho e ficar sábio.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Seu pedido será atendido ontem

Nós, humanos, somos incapazes de lidar com atrasos. Não é o aspecto moral, pontual, intelectual ou arquitetural do problema... mas sim o fato previsional. Se eu digo que algo ficará pronto ontem, é porque eu já fiz milhares de "algos", e todos eles ficaram mais-ou-menos prontos ontem. Todo mundo acredita nisso quando contrata um marceneiro.

A primeira reação diante dum atraso sempre será a consternação. Oras, há pouca gente trabalhando, ou pouco empenho. Mais gente, e mais empenho, resolverão o atraso. Certo? Hmmm... sinto discordar. Mais gente e mais empenho podem piorar os prazos. Temos de pensar em escalas. Why, master?

Atrasos são escaláveis. Se alguém lhe disser que ficará pronto em 3 dias, é melhor aceitar 3 semanas. Se o cara falar 3 meses, bote 3 anos na conta. E se falar em 3 anos, isso só ficará pronto em 3 décadas. É absurdo. Mas por que não ensinam nas escolas que a realidade é absurda, e há uma porrada de alunos atrasados? 

Em suma, os projetistas de catedrais nunca se realizaram profissionalmente (em vida). Faltava mão de obra, e empenho. Que mentirosos!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não tente rir por último...

Há uma faceta trágica no ateísmo. Ao contrário dos crentes, o ateu morre sabendo que não há "o outro lado". Nada. Niente. Rien du tout. Überhaupt nichts! Mas seria engraçado ter alguns segundos de "after life" para ver a cara de tacho de muitos religiosos. O momento em que descobrem que não há "o outro lado". Como assim? Passei a vida inteira rezando pra nada??

Sim, oui, yes, ou o que quer que valha. Seriam os minutos mais engraçados da morte, para os ateus, claro. Um enorme "eu não disse?!".

Só não é cômico porque é meio trágico, afinal, não dá tempo de rir dessa pegadinha de uma vida inteira (e mais alguns segundos). O vazio absoluto não faz concessões nem ao humor negro. Mas, enfim, paciência. Melhor rir das piadas por aqui mesmo.

sábado, 14 de abril de 2012

Time For Fun

Eu adoro textos com milhares de falhas lógicas e absurdos idiotas.

ô meu fio, para de ler essas porras...Tá reclamando do quê? Ou cê chama uma puta ou come as cabrita... de duas ou quatro perna, ué.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Le Pays de Cocaigne (de soja, claro)

Mais uma cutelada no vegetarianismo. Dessa vez, de corte genético. 

A espiga de milho de 20.000 anos atrás era minúscula. Dava pena. Se hoje temos uma espiga nutritiva, é devido a seleção de incontáveis agricultores, em busca da Grande Espiga. O mesmo vale pra soja (o graal do vegetarianismo provavelmente nunca foi consumido por nossos ancestrais) e para todas as saladas e legumes que abundam nos restaurantes. Devem ser raros, exceto frutos do mar, os alimentos que não passaram por um rigoroso processo seletivo causado por humanos famintos.

E o mesmo vale pra bois, porcos e frangos? Claro! A idéia que os homens das cavernas comiam mamutes deve ser um destes mitos idealistas. Provavelmente a dieta baseava-se em grilos e passarinhos esquálidos, frutinhas sem graça e raízes desgraçadamente duras (se não, venenosas). 

Mas, selecionando, ao longo de muitas gerações, primeiro os passarinhos incapazes de voar. Depois aqueles que comiam e engordavam facilmente, depois aqueles cuja carne era apetecivel e com menos ossos... voilá le canard! Ou alguém acredita que gado nelore, porquinhos wessex e faisões jumbo white perambulavam entre o bom selvagem?

Então, se criamos, podemos matar? Não.. Só não podemos achar que vegetarianos tem uma dieta "natural", acima da moral e da civilização capitalista imperialista judaico-cristã e o caralho a quatro.

Se o mundo fosse laico...

...ficaríamos sem feriados. Aí surgem aquelas datas inventadas tipo quando Darwin nasceu, quando descobriram o big bang, blá blá blá...

Eu proponho uma data universal, marcante e bastante simbólica. Primeiro de abril. Já argumentei que seria o "dia do sardinha" (aqueles novatos que compram ações de empresas que estão falindo). Mas a data é bem mais profunda do que isso. Um feriado para homenagear os tontos que continuam acreditando nas groselhas universais. Tenho dito.

domingo, 8 de abril de 2012

Eu provo provando que não tenho provas!

Uma das velhas e sórdidas pegadinhas da lógica: não se pode provar negativas. Eu tenho como provar que sou mortal, mas não tenho como provar que não sou alienígena. Não podemos assinar certidões afirmando que coisas não existem. Assim como não podemos provar que Colombo não tenha descoberto a Antártida. Por isso não há como provar que deus não existe. 

Se não sabemos que deus não existe, então os ateístas são uns afoitos, fica evidente que deus existe. Tabom, eu encarecidamente imploro: prove esta afirmativa de uma negativa! Por isso, são sacais os debates entre teístas e ateístas e a absurda inconsistência lógica. E ainda por cima quem precisa provar a inexistência (como se isso fosse possível) de deus são justamente os ateus.

Uma idéia (louca) seria a taxação dos crentes. Ou eles financiam pesquisas tentando provar que Deus(es) existe(m), ou eles pagam mais IPTU e IR. Claro que eles preferem pagar impostos, "ou, sei lá, vai que trombamos com a prova de que deus não existe!"

Bônus, a wikipedia que bate a sua porta trazendo uma mensagem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Grande Falha

Se você quiser um exemplo de nossa incapacidade pra lidar com o caos, ponha o player no "random". Após alguns meses, você notará que está ouvindo sempre as mesmas músicas... E numa ordem previsível. Do B ao T, e depois volta ao Bob Dylan...

Então acontece a revolta, e você baixa outro tocador que vai do C ao Q, e de volta ao C. Porra, há milhões de músicas no HD, mas os tocadores funcionam sob algum algorítmo não tão randômico assim (o caos é a ausência de algorítmos e não somos capazes de criar um algorítmo que dispense algorítmos). Mesmo assim, os caras que trabalham na divisão "players do futuro" são vistos como gênios. Pfff...

Mas isso prova algo já bem provado. Não sabemos lidar com o verdadeiro caos. Não conseguimos nem criar o verdadeiro caos. Um player caótico tocaria as mesmas músicas repetidamente, sem começo ou fim, em repeat esquizofrênico. Depois tocaria alguma música que nunca queríamos ouvir por uma semana inteira. E desligaria. Eis o desconfortável - e verdadeiro - caos. (Não a toa as religiões botam a culpa do caos no demônio.)

domingo, 1 de abril de 2012

Pornopopéia

Eis um livro que a famosa moral judaico cristã não apoiaria. Repleto de putaria, pó, goró, suruba, ácido, vadiagem, polícia... e toda a sorte de caos resultante das combinações destes ingredientes estão em Pornopopéia.

No começo, parece meio exibicionista e meio "bukowska". Mas o livro engrena. É engraçado. Doido. Culto sem ser metido a erudito. E repleto de achados verbais. Na "metade" do livro, temos a chave pra interpretar o narrador: não foi ele quem escreveu tudo aquilo? Talvez nada daquilo?

Então quem escreveu? O herói vive dizendo que um dia aquilo tudo virará um filme, e descreve algumas cenas com o olhar absoluto duma câmera. Não relata pra quem ele enviará o suposto embrião do roteiro de sua vertiginosa queda. E dá ordem expressa para o verdadeiro escritor alterar ou mesmo deletar vários trechos.

O cômico e a putaria permancem por todo o livro, mas com intromissões da realidade contemporânea. Zeca, o suposto narrador, escancara nossa sociedade consumista, delirante e babaca. Percorre o livro a duvidosa relação entre patrões e funcionários, contratados e contratantes, maridos e esposas, clientes e fornecedores, turistas e nativos, viciados e traficantes. Principalmente, a estranha definição entre os personagens e o verdadeiro escritor. 

Enfim, não saberemos quem é o algoz e quem é a vítima. Talvez seja fácil ler Pornopopéia rindo das aventuras de Zeca, como se tudo fosse apenas um entretenimento boca-suja. Mas há estes conflitos sinistros por todo o livro. As dúvidas não esclarecidas tornam a obra leitura obrigatória, separando a literatura banal deste retrato preciso, cinematográfico, de nossa época.