Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Grande Falha

Se você quiser um exemplo de nossa incapacidade pra lidar com o caos, ponha o player no "random". Após alguns meses, você notará que está ouvindo sempre as mesmas músicas... E numa ordem previsível. Do B ao T, e depois volta ao Bob Dylan...

Então acontece a revolta, e você baixa outro tocador que vai do C ao Q, e de volta ao C. Porra, há milhões de músicas no HD, mas os tocadores funcionam sob algum algorítmo não tão randômico assim (o caos é a ausência de algorítmos e não somos capazes de criar um algorítmo que dispense algorítmos). Mesmo assim, os caras que trabalham na divisão "players do futuro" são vistos como gênios. Pfff...

Mas isso prova algo já bem provado. Não sabemos lidar com o verdadeiro caos. Não conseguimos nem criar o verdadeiro caos. Um player caótico tocaria as mesmas músicas repetidamente, sem começo ou fim, em repeat esquizofrênico. Depois tocaria alguma música que nunca queríamos ouvir por uma semana inteira. E desligaria. Eis o desconfortável - e verdadeiro - caos. (Não a toa as religiões botam a culpa do caos no demônio.)