Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Paranapanema

Cotação atual: 5,25

Desde que entrei na bolsa, eu observo Paranapanema. Por que? Simples, empresas bem geridas são os melhores investimentos, mas empresas bagunçadas fornecem as melhores lições. E PMAM3, sem dúvida, tem uma bela história de péssima performance.

Paranapanema é uma ex-chacrete: de gostosa a canhão. Foi uma das ações mais negociadas em bolsa no anos 80, mas depreciou-se e perdeu o charme. Endividada até os ossos, passou a ser administrada por fundos de pensão não exatamente comprometidos com uma gestão de qualidade. Estrutura de capital ineficiente provocou mazelas nesta senhora idosa. Seria uma velhice sem perspectivas. Sem apreciadores. Sem acionistas. A primeira vez que realmente estudei o caso, parecia estar olhando para as últimas, e nada agradáveis, fotos de Brigitte Bardot.

Isto parece ser passado. Parece. Após vender ativos não focados no core (refino e semi-acabados de cobre). Paranapanema ainda está arrumando a casa. Entre as medidas, estão:

a) Extinção das ações preferenciais (ações PN dão medão em qualquer turnaround). Sine qua non uma estrutura corporativa enxuta, independente da empresa.

b) Política de Hedge. Melhor exagerar: Engenharia de Hedge. Há uma pancada de variáveis entre a compra da matéria-prima e a venda do produto acabado. Para lucrar num mar acobreado de volatilidades, exige-se The Hedge (um herói de gibi que inventei).

c) Venda de direitos minerários e parcerias de longo prazo com mineradoras de cobre. Pmam3 já foi mineradora, e ainda tem direitos minerários que podem ser $$ fácil fácil. Estabelecer parcerias com mineradoras garante preço fixo na matéria prima. Seria como navegar num mar bravo, mas com uma embarcação mais robusta e com GPS.

d) Fome de sucata. O cobre, assim como outros metais não ferrosos, permite a reutilização total, sem perda de qualidade. Hoje a empresa usa 83% cobre e 17% sucata. A meta será utilizar 70/30. Nos últimos dias, a Lei de Resíduos Sólidos, finalmente  aprovada, "pode" ajudar no fornecimento regular de sucata.

e) Investimentos. Não há como crescer com margens lucrativas numa empresa que não investe no operacional há mais de 20 anos. Primeiros anúncios de investimentos já foram iniciados (700 milhões para maquinário, e captura de ouro/platina/prata da lama anódica). Isso é bom, intuitivamente bom. Não é preciso ser gênio pra sentir uma futura porrada no fluxo de caixa, e depois, no Ebitda*.

f) Last but not least, gestão de qualidade. Ela faz toda a diferença, mesmo que nenhum dos itens anteriores torne-se real.

Muitos fatores, muitas possibilidades, muitas promessas. A Vale fez uma oferta, no final de 2010, de 6,30 por ação. Foi recusada. Lisérgico induzir que isso demonstra um comprometimento da administração com os acionistas. Mas é viável que os fundos de pensão querem dar uma bela inchada no MarketCap e finalmente vender o controle de Paranapanema com lucro. Ou não... quem saberá?

Enfim, indico comprar Pmam3. De leve. Para temperar a carteira.

* = O seguinte raciocínio explica o Ebitda inconfiável de Paranapanema. A depreciação já está paga, zerada em patrimônio mas ainda pro-forma em balanços. Assim que houver bens de capital novos, gerando realmente Depreciação, garanto que a Margem Ebitda virá paradoxalmente, bem chinfrim no curto prazo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Senso Comum

Senso Comum é a soma de todos os absurdos que o povo imagina, dividido pelos absurdos mais em voga no momento. Quem chega mais próximo do resultado tem senso (comum).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sinteticamente

Faz tempo que faço isso, tipo um vício solitário, mas o vício solitário pode render boas idéias?

1 dividido por primo rende uma sequência que se repete infindável... Logo 1/13 + soma do resultado = 0,999999999 e assim por diante, ou melhor, assim por diante nos divisores...

Pois bem. O princípio básico da vida é replicar-se. Estou vivo. Quero deixar outra coisa semelhante a mim por aqui (leia-se planeta Terra).

Se sou 2, divido por 2, torno 1. Mas isso é a parte tonta, porque eu precisaria de outro 2, ou 1, pra poder me replicar se sou 1, ou 2...

Se sou 1, e apenas 1, como me reproduzir? HA! Se eu me dividir por outros inteiros, volto a ser eu mesmo. Não houve reprodução, e sim replicação. Minha carga genética não me pertence, e minha identidade pertence aos genes, ou números, que me geraram... Mas e se eu me dividir por um primo? Quiça 17?

Faria uma sequencia de 0,05882352941764705882352941176471.... vejam a redundância e o início da carga genética.

Este é o início do DNA? Este é o início da vida? Eu não sei, mas gostaria de saber. Números primos?

Talvez isso seja uma das maiores idiotices que já pensei... mas talvez isso esclareça o DNA...  Tenho algum estudo sobre isto, e não me empenharei em  provar este palpite. A idéia está lançada a la Fermat. Cuius rei demonstrationem mirabilem sane detexi hanc marginis exiguitas non caperet

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Simbologia da Crise

Alguns diziam que a crise do subprime seria em U. Queda, longa depressão e depois subiria indômita.

Outros diziam que era um L. Cairia, e nunca-nunca-nunca mais subiria. 

A letra V também foi citada. Desce e sobe. E Foi a letra prevalencente entre os conhecedores.

Tivemos citados o W (duplo desce-sobe) e o I (cai, o mundo explode, extinguindo o mercado de capitais, as tartarugas, os tenistas e tudo que existe ou existiu). 

Gostaria de contribuir com mais um símbolo crisístico. A raiz. É a verdadeira representação gráfica do pós-subprime. Caiu, subiu, e uma longa e tediosa reta formou-se. Enquanto a linha persiste, podemos jogar tênis, deixar o cabelo crescer e talvez pintar a casa. Fica a seu critério. Só não me arrisco a dizer qual(is) número(s) residem embaixo desta reta.

Outro passatempo seria prever a próxima Grande Crise e determinar sua letra-signo. Mas esse é um hobby chato, onde todo mundo erra mas ninguém parece se importar. Como tentar jogar tênis, não acertar uma única bolinha e depois da partida, discutir longamente, com os amigos, as sutilezas do último jogo do Roger Federer.