Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Gráficos Ajudam Mesmo!


Sempre há um padrão, mas isso não quer dizer que sempre há O Padrão.

A mentalidade humana é interessante. Se você der 3 sequências numéricas, as pessoas começarão a induzir o próximo numero. Então, 4, 7 e 11 envolvem um suposto 16. Ou 13! Talvez 12...

Mas se eu disser que a 4, 7, 11 segue-se 2, surgiram palpites no 3,5, no 5... e por aí vai.

Peguei os últimos números dos telefones de pessoas escolhidas sem razão no meu celular. E o 11 surgiu porque gosto dele. Se tal história pode desanimar alguns (mais sábios), outros ficarão ainda mais detetives. Vão querer saber por quanto tempo pressionei tal botão, por que diabos não informei os números anteriores ao 4 e ao 7, mas declarei 11. Só cito o algarismo anterior se ele for idêntico ao último? Dois primos são meus dois primos de verdade?

O mercado financeiro parece atrair essas últimas pessoas. Elas se tornam Fundamentalistas, passam a fazer Valuation com números notoriamente caóticos, e projetam razões onde só existe “som e fúria”. Melhor não discordar, pois essa gente realmente acredita no Padrão (mais persuasivo que um padre grande ou um grande padre).

Da próxima vez que escutar o termo “preço-alvo” no happy-hour, sugiro uma expressiva assimetria entre as sobrancelhas. Depois, evite esta pessoa. E as pessoas que conversam com essa pessoa. Se perceber que a consciência crônica do caos vai te deixar em ostracismo completo, comece a citar sequências numéricas. Você será o cara mais legal da noite!

É por isso que coruja tem fama de inteligente?


Acho essas pesquisas sobre inteligência muito divertidas. 

Primeiro, elas não passam de meras medições de “ei, achamos um padrão!”. Pesquisas que contrariam o senso-comum não garantem Nobel. No máximo dão pasto para impressões já notadas mas sem validade estatística. Assim, de 100 pesquisas projetadas, X % acaba recebendo atenção por contrariar o senso-comum (pesquisas que corroboram a sabedoria popular não recebem publicidade, afinal, “o povo já sabe disto”).   

Segundo, elas desconsideram a amostras que fogem aos critérios. Nesta pesquisa, seria interessante pegar qualquer ganhador da Medalha Fields, escolhido aleatoriamente, e fazê-lo participante do processo. Ninguém ficaria muito orgulhoso em pertencer à classe dos “mais inteligentes” sabendo que uma das amostras altera completamente os resultados. Embora testes de inteligência não sejam a melhor medida pra se avaliar a inteligência do cidadão.

Há o apelo científico das pesquisas, cujo mote é cometer experiências até a exaustão, e daí destilar alguma fórmula. Mas não vejo onde pesquisas sobre inteligência serão úteis neste mundo darwiniano. É o mesmo que pesquisar as nuvens dos países, e identificar aqueles que “chovem mais”. Venderemos guarda-chuvas lá? Se lá chove mais, é óbvio que o mercado de guarda-chuvas já está dominado. A Bélgica não apraz a cultura de agrião... De que adianta saber que madrugadores tendem a ser menos inteligentes?

Nesta pesquisa, podemos imaginar que o candidato ao vestibular poderia escolher o horário em que se sente mais gênio. O período noturno seria dos cobras, afinal, raiam as inteligências quando o mundo escurece. Se a prova é depois do almoço para todos os candidatos, não estamos favorecendo os inteligentes de estômago cheio? Ou jejuadores? Que porra de conclusão prática se tira desta pesquisa? Nenhuma...   

Mesmo assim, eu confesso: gosto de “trabalhar” bem cedo. É inteligente usar meu período de burrice durante as 40 horas semanais por quais sou remunerado. Dou idéia para mais uma pesquisa “40 horas de ciência”: Se deus ajuda quem cedo madruga, madrugadores tem maior probabilidade de acreditar em deus?

domingo, 27 de novembro de 2011

No Country For Old Beer

A maioria das pessoas não tem coragem de preparar drinks. Pensam que as bebidas já nascem feitas para beber. Tremenda tolice. Se você não sair combinando os gorós tal qual um explorador hepático, a coquetelaria nunca se tornará uma disciplina nobre e respeitada. Eis minhas pequenas contribuições.

Devido a minha intolerância à lactose, troquei o creme de leite do White Russian. Dir-se-ia “russo tropical”, na falta de outro apelido mais persuasivo. Num copo high ball, combinam-se em doses progressivas leite de côco, licor de café, conhaque e vodca. Gelo a vontade. Esqueça a noz-moscada do drink original. Lembra o chocolate Prestígio, mas sem ser doce como o diabo.

Pegue um high ball cheio de gelo. Ponha meio limão taiti cortado em fatias finas. Complete com Campari e água tônica (Antártica, por favor). Os ingredientes são adocicados, portanto a quantidade de gelo deve ser copiosa E ainda vou testar esta mesma receita com limão cravo. Infelizmente não o encontro pela área.

Receita de família. Quando um vinho tinto não é lá essas coisas, pegue pêssego e corte em fatias. Misture vinho e as fatias de pêssego na taça e deixe lá por alguns minutos. Eu não sei que tipo de reação química acontece, mas o vinho bebido e o pêssego comido ficam muito bons... Me parece um a bebida certa para escolas infantis. Pee vine? No... Peach Vine!

É mais fácil fazer feijoada do que Bloody Mary. Minha receita enfurecerá puristas. Suco de tomate, vodca, molho inglês e... catchup picante. Sim! Ponha gelo e lance olhares desafiadores aqueles que ficarem chocados. Chamo de Hurry Mary... Se encontrar um talo de aipo na geladeira, ótimo! Hurry Mary with salad.  

Bônus: lista com clássicos e invencionices. E eu ainda serei macho o suficiente para preparar e tomar um Aquecedor de Urso Polar. Aguardem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quem Não Cola Não Sai da Escola*

Está proibido colar nas provas. A pessoa precisa saber a matéria. Isso separa o mundo entre bons alunos e os tontos que não conseguem “absorver” os ensinamentos. Esta receita acadêmica concretou-se tão bem na mentalidade moderna que sugestões serão julgadas impossíveis pelo corpo docente. O vestibular, a grande aberração, é a manifestação mais óbvia dessa cultura do “saber de cabeça e tirar 10” versus “colar e passar de ano”. 


Vamos criar um contraste entre duas situações corriqueiras. A primeira durante uma prova. O sujeito tem um tempo limitado para resolver os problemas apresentados, sem recorrer a fontes de consulta, amigos inteligentes ou internet. Tem de resolver sozinho, e suas respostas serão escrupulosamente avaliadas por um professor “que já sabe a matéria”. Ou seja, o teste é apenas pra saber ser você anda pensando como o seu professor pensa. Deste ponto de vista, você não será muito bem avaliado quando deixar de ter um professor... C´est la vie.


A segunda situação ocorre quando você já tem um diploma. Surge um cliente querendo uma... ponte pênsil. Ao contrário das provas de faculdade, você pode passar horas e horas na internet, conversar com todos os seus amigos fodas, e gastar as púpilas em livros, enciclopédias, revistas antigas. Enfim, não será feito um projeto “de cabeça” e apresentado para avaliação do cliente. A coisa se resume a ganhar o contrato e passar de ano, ou azedar na infame recuperação. Além disso, serão feitos muitos testes antes de se apresentar o resultado final ao cliente. É sensato fazer um projeto do nada, like a test, ou usar todas as fontes possíveis para que o projeto se torne real?


Se no mundo prático é fundamental que as pessoas tenham capacidade em consultar, pedir conselhos, sintetizar, escolher e testar resultados, por que o ensino baseia-se em conceituações ex-nihil, em testar o que se “sabe”, em criar condições abstratas onde o avaliado terá de usar sua bagagem intelectual sem apoios concretos ou problemas já solucionados?


Desta dicotomia surgem “aqueles que se orgulham do que sabem”, posteriormente profissionais banais, professores catedráticos e funcionários públicos cumpridores da lei ... Por outro lado, existem aqueles que colam pra passar de ano, e depois se tornam profissionais competentes e valorizados. Se eu fosse professor, só aprovaria os alunos coladores. Chega desta marmelada de “entender a matéria”, o negócio é saber onde procurar o conhecimento e como aplicar na realidade. Usar bem o Google ganha pontos na minha aula! Mas eu não sou professor, e nem quero ser.

* Professores não saem da escola. Portanto, nada de colar... temos de perpetuar a espécie!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Parabéns Pelo Câncer!


Mito improvável. Trocamos todos os átomos de nossos corpos a cada sete anos. O número tem fama de mentiroso, e não temos como comprovar que “todos os átomos” da sua bunda foram trocados após fatídicos sete anos. Então vamos supor que isso seja verdadeiro. Acredita-se em tanta asneira, melhor também acreditar nas asneiras que apresentam certo cheque-mate.

Se a cada 7 anos deixei todos os meus átomos pelo mundo, aos 28 anos eu não sou mais eu 4 vezes. Dada tal volatilidade, é estranho que continuei existindo e funcionando. Imagino quantas sutis combinações poderiam dar errado. Quantos átomos desprezíveis e fundamentais foram trocados sumariamente... Considerando tal entropia, como foi que não tive câncer?

É. Todo mundo fica chocado com a notícia de câncer. Mas se pensamos por esse lado da “troca total sistemática”, como é que não tivemos câncer antes? Há a grande possibilidade de que tudo vá pro buraco, mas essa chance fica escondida por um tempo enorme. 

Talvez já se nasça condenado, mas só depois de muitas trocas atômicoas a situação se faça evidente. Portanto, o normal é o câncer, e o absurdo seria passar sem nenhuma bagunça atômica generalizada.

Claro que toda doença pode ser imputada ao calendário dos sete anos e suas invisíveis substituições. Mas, se pensamos em bilhões de combinações caóticas e rotineiras, espanto-me como permanecemos “saudáveis” por um tempo respeitável.

Quando seu oncologista fornecer más notícias, alegre-se. Até que enfim acontece alguma lógica nessa bizarrice de estar vivo por mais sete anos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não Use a Intuição!

Aprendemos cedo a acreditar em intuições, mas não nos dizem porquê. Costuma ser uma fuga quando precisamos de uma resposta rápida. Ou quando não conseguimos usar a dedução nem somos suficientemente corajosos pra indução. Enfim, a intuição é a arma dos manés.

Já faz algum tempo que venho pregando a contra-intuição. É simples. Basta pegar a pergunta / resposta intuitiva e inverter os fatores. Percebe-se a tremenda balela das respostas, que as premissas estão erradas e que a intuição é a sorte travestida elegantemente em "conhecimento não verbal".

Outra pesquisa jogando pá de cal na intuição: Saudáveis morrem mais após enfarte.

P.S: A pesquisa citada revela um paradoxo sofisticado. Alguém perceptivo conhece essa estranha combinação: eliminar todos os riscos é a atitude mais arriscada.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Drop your Weapon!

Mas é claro que sou a favor do desarmamento. Como você pensa que a indústria bélica vai lucrar se a população não entrega as armas velhas?

Bônus: Restrepo, ou americanos no Planeta Pedregulho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quem Não Marca Gol Nunca Ganha!

Ninguém sabe qual será o resultado de um jogo de futebol, exceto os comentaristas. Temos aí um fenômeno popular e pouco estudado. Dada a inevitável incerteza, como e por que surgem comentários “proféticos” e como desaparecem os palpites furados? Não se percebe a completa inutilidade de se comentar as substituições que o técnico faz durante o jogo? Se a maioria dos eventos decisivos foi imprevisível, por que os comentaristas ainda existem e são valorizados? 

Em questionamentos como esses, chegamos a conclusão que o jornalismo é mesmo uma disciplina muito cretina... E ainda dizem que precisa de curso superior pra atuar na área.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

De quem é a culpa? 1% ou 99%?

Imagine um funcionário público contra um futuro aumento do próprio salário. Ele pensa solitariamente que tal medida será prejudicial, a longo prazo, na relação dívida pública / PIB. Seus colegas ainda não receberam o aumento, mas já foram ao shopping.

Considere o proprietário de um imóvel que valorizou 100% nos últimos anos. Ele recusa propostas para a famosa “hipoteca quase sem juros”, onde poderia comprar o segundo imóvel e receber aluguel. Está satisfeito com um imóvel só, e acha que esse método de financiamento vai levar o país a uma bolha imobiliária. Seus vizinhos o apelidaram de otário.

Imagine uma pessoa que mantém três salários mensais aplicados para imprevistos. Todos seus amigos tiram sarro pois eles devem três salários apenas para o cartão de crédito, mas tem móveis novos comprados com o aluguel do segundo imóvel hipotecado “quase sem juros”. Dizem que essa pessoa não sabe aproveitar a vida.

Um cara que se recusa a se aposentar, mesmo após a idade permitida. Ele se considera útil e não se sente bem sobrecarregando a previdência pública. Pra piorar, tem uma excelente previdência privada. Os colegas de trabalho prometeram: quando a idade chegar, não ficam mais nem um dia trabalhando.

Então, suponha outro sujeito que é bastante favorável a queda dos juros. Ele não está preocupado em comprar um carro novo com juros mais baixos. Nem carro tem! É que sua poupança está em títulos públicos pré-fixados. Ele falou para os parentes que aquela era uma excelente opção de investimento, mas seus ouvintes não se convenceram, e continuam “investindo” na capitalização: o prêmio é um carro zero.

Agora pegue o povo que protesta nesta babaquice de Occupy Wall Street. Eles são os “99 %” vítimas do “malvado 1% capitalista” ou são os “99%” que nunca protestaram quando havia crédito fácil e políticas paternalistas?

Na festa, todo mundo é amigo, mas quando chega a conta, surgem atritos... Quem comeu fritas, quem pediu caipirinha, quem levou a esposa e está pagando por uma pessoa só?! Ironicamente, eles não parecem incomodados com a conta da internet (afinal, o Facebook é uma ferramenta de “conscientização”).  

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Teoria Geral da Small Talk Economy (STE)

Todo mundo adora conversa fiada. O interesse por saber qual a altura do muro do vizinho que impede o cachorro do vizinho do seu vizinho de invadir o quintal do primeiro vizinho. Qual a estrutura do sofá de um colega de trabalho. Essas abobrinhas que tornam a telefonia celular fundamental nas relações humanas. Mas qual o valor de troca estabelecido para que alguém fale mais groselhas e a outra pessoa escute?

Creio que o fenômeno está em levar a conversa fiada a sério. Não como ouvinte, mas como economista. Precisamos da Small Talk Economy, vulgo STE. Para tal, é necessário identificar credores, devedores, a moeda de troca e as reservas de valor para o sistema permanecer azeitado.


Quando você dá sopa, um conhecidoo te chama pra conversa fiada. Começou o escambo. “Eu escuto, mas você me paga com juros”. A groselha relatada gera créditos pra quem ouve. Mero comércio: atenção agora para falar no futuro. As belas amizades nascem assim (pela STE, amizades seriam acordos bi-laterais de livre comércio). Os chatos são chatos porque só eles falam, isto é, ficamos com créditos que não poderão ser descontados na mesma moeda.


Mas a economia não fica apenas no troca-troca. Para a funcionar de verdade, é necessário a criação de reservas de valor. Como instituir Fort Knox e as Suíças da conversa fiada? Fácil, essas reservas de valor são popularmente conhecidas por  “pessoas simpáticas”.  Eles não estão interessados nas suas baboseiras, só estão investindo em audição, para depois aplicar com juros na própria “conta-simpatia”.


Simpáticos de carteirinha são aqueles que ouvem mais, e descontam menos. Os investidores da marmelada tem nossa estima porque são como “bancos”. Se começarem a sacar de suas enormes conta simpatia, o sistema da STE poderá ruir. Simpáticos, quando ouvem, emitem um CDS para o falastrão, e os falastrões podem continuar contando besteiras (“mantendo o sistema”). Por coincidência, CDS pode ser Certificado de Depósito Simpático, ou Credit Default Swap.


Como tudo começou? Hipótese Adão e Eva. Mulheres sentem enorme vontade de diálogo post coitus. Precisam de créditos, precisam ouvir! Claro que as demandas se invertem rapidamente, onde a mulher passará quarenta minutos relatando suas “emoções”.Teremos credores e devedores ávidos pelo início do pregão. E mais um dia selvagem no mercado financeiro da conversa fiada.  


Infelizmente, como ciência humana, a Economia jamais chegará a precisar o valor exato das trocas. Economistas que dizem saber o segredo são apenas “econometristas”. Estão pensando corretamente sobre premissas erradas, e são chatos: querem sempre descontar com prêmio suas junk-marmeladas.

sábado, 12 de novembro de 2011

É Fim do Mês! É Fim do Mês!

Ando falando pouco de bolsa... fazer o quê?

Ao contrário do professor Fisher em 1929, e de modo suspeito, acho que “os preços das ações parecem ter atingido um patamar permanentemente baixo”. E nesta situação, não há muita filosofia, só comprar, comprar e comprar.

ALL me interessa. Não faz diferença se é soja, milho, café... sempre há algo “pesado e comestível” precisando ser exportado. A companhia ainda sofre de um alto CapEx para arriscar súbitas disparadas no lucro. E é um setor cíclico (na atual situação, defeito). Mas a “fome do mundo” pode beneficiar esse esôfago ferroviário. Além disso, boa parte dos investimentos já está concluída.

Metalfrio tem gerado muito caixa, mas o endividamento em dólar e a exposição ao euro prejudicam. Por efeitos cambiais, os resultados vieram “desastrosos”. Essa vai ser minha pedida em 2012. Mais arriscada, e com mais surpresas. Se há excesso de caixa no mundo atual, imagine quando a cuíca roncar.

Natura recebe estranha antipatia. Todos dizem que ela sofrerá com o acirramento da concorrência. Right, bom argumento. Mas e a concorrência, ela também não sofrerá com o acirramento da concorrência? As margens historicamente altas de Natura podem ser reduzidas. Já a concorrência, eu não sei se elas tem o privilégio de entrar no mercado definindo preço. Enfim, uma excelente empresa em múltiplos apetitosos. Também está em minha comanda em 2012.

Eternit está seguindo o meu racional (quanta “humildade”). Com peso significativo em minha carteira, ainda fica complicado não comprar essa empresa extremamente competente e com ótimas perspectivas de crescimento. Só pra variar, em 2012, mais um pouco de ETER3.