Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

É por isso que coruja tem fama de inteligente?


Acho essas pesquisas sobre inteligência muito divertidas. 

Primeiro, elas não passam de meras medições de “ei, achamos um padrão!”. Pesquisas que contrariam o senso-comum não garantem Nobel. No máximo dão pasto para impressões já notadas mas sem validade estatística. Assim, de 100 pesquisas projetadas, X % acaba recebendo atenção por contrariar o senso-comum (pesquisas que corroboram a sabedoria popular não recebem publicidade, afinal, “o povo já sabe disto”).   

Segundo, elas desconsideram a amostras que fogem aos critérios. Nesta pesquisa, seria interessante pegar qualquer ganhador da Medalha Fields, escolhido aleatoriamente, e fazê-lo participante do processo. Ninguém ficaria muito orgulhoso em pertencer à classe dos “mais inteligentes” sabendo que uma das amostras altera completamente os resultados. Embora testes de inteligência não sejam a melhor medida pra se avaliar a inteligência do cidadão.

Há o apelo científico das pesquisas, cujo mote é cometer experiências até a exaustão, e daí destilar alguma fórmula. Mas não vejo onde pesquisas sobre inteligência serão úteis neste mundo darwiniano. É o mesmo que pesquisar as nuvens dos países, e identificar aqueles que “chovem mais”. Venderemos guarda-chuvas lá? Se lá chove mais, é óbvio que o mercado de guarda-chuvas já está dominado. A Bélgica não apraz a cultura de agrião... De que adianta saber que madrugadores tendem a ser menos inteligentes?

Nesta pesquisa, podemos imaginar que o candidato ao vestibular poderia escolher o horário em que se sente mais gênio. O período noturno seria dos cobras, afinal, raiam as inteligências quando o mundo escurece. Se a prova é depois do almoço para todos os candidatos, não estamos favorecendo os inteligentes de estômago cheio? Ou jejuadores? Que porra de conclusão prática se tira desta pesquisa? Nenhuma...   

Mesmo assim, eu confesso: gosto de “trabalhar” bem cedo. É inteligente usar meu período de burrice durante as 40 horas semanais por quais sou remunerado. Dou idéia para mais uma pesquisa “40 horas de ciência”: Se deus ajuda quem cedo madruga, madrugadores tem maior probabilidade de acreditar em deus?