Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

De quem é a culpa? 1% ou 99%?

Imagine um funcionário público contra um futuro aumento do próprio salário. Ele pensa solitariamente que tal medida será prejudicial, a longo prazo, na relação dívida pública / PIB. Seus colegas ainda não receberam o aumento, mas já foram ao shopping.

Considere o proprietário de um imóvel que valorizou 100% nos últimos anos. Ele recusa propostas para a famosa “hipoteca quase sem juros”, onde poderia comprar o segundo imóvel e receber aluguel. Está satisfeito com um imóvel só, e acha que esse método de financiamento vai levar o país a uma bolha imobiliária. Seus vizinhos o apelidaram de otário.

Imagine uma pessoa que mantém três salários mensais aplicados para imprevistos. Todos seus amigos tiram sarro pois eles devem três salários apenas para o cartão de crédito, mas tem móveis novos comprados com o aluguel do segundo imóvel hipotecado “quase sem juros”. Dizem que essa pessoa não sabe aproveitar a vida.

Um cara que se recusa a se aposentar, mesmo após a idade permitida. Ele se considera útil e não se sente bem sobrecarregando a previdência pública. Pra piorar, tem uma excelente previdência privada. Os colegas de trabalho prometeram: quando a idade chegar, não ficam mais nem um dia trabalhando.

Então, suponha outro sujeito que é bastante favorável a queda dos juros. Ele não está preocupado em comprar um carro novo com juros mais baixos. Nem carro tem! É que sua poupança está em títulos públicos pré-fixados. Ele falou para os parentes que aquela era uma excelente opção de investimento, mas seus ouvintes não se convenceram, e continuam “investindo” na capitalização: o prêmio é um carro zero.

Agora pegue o povo que protesta nesta babaquice de Occupy Wall Street. Eles são os “99 %” vítimas do “malvado 1% capitalista” ou são os “99%” que nunca protestaram quando havia crédito fácil e políticas paternalistas?

Na festa, todo mundo é amigo, mas quando chega a conta, surgem atritos... Quem comeu fritas, quem pediu caipirinha, quem levou a esposa e está pagando por uma pessoa só?! Ironicamente, eles não parecem incomodados com a conta da internet (afinal, o Facebook é uma ferramenta de “conscientização”).