Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Paciência Seria Mesmo Uma Virtude?

Trabalho com público, isto é, com uma parcela grande de idiotas. Eles, os idiotas, farão todo tipo de burrice, como esquecer o que não deveria ser esquecido, utilizar o que não deveria ser utilizado e implorar por perdão, jeitinhos e padrões mais baixos de exigência quando seus erros ficam evidentes. Confesso que isso é enfurecedor... Mas não adianta ficar nervoso com esse povo. Eis por quê.

Imaginemos sapos. Da mesma espécie e do mesmo sabor. Certo gavião pegou predileção pelo anfíbio, e aqueles com cores mais claras provam-se muito evidentes no pântano. Os mais escuros sobrevivem apenas porque a camuflagem funciona melhor. Em pouco tempo, todos os sapos claros (burros) estarão na barriga dos gaviões, enquanto os mais escuros (inteligentes) continuam vivos e bem.

 Ah, mas e se um sapo branco for inteligente?”, bradará o justiceiro. Se ele for inteligente, ele se suja de lama... Bem simples. Antes que me acusem de “lamismo”, o que eu quero dizer é: aquele que não se adapta, morre. Igualmente bem simples.

Com idiotas humanos acontece a mesma coisa. Enquanto os inteligentes se adaptam, os burros vão continuar pentelhando e pedindo perdão por chapinhar em área pantanosa. A pressão evolutiva eliminará esses idiotas no longo prazo, e um ataque de nervos não se equipara, nem de longe, ao gavião. Paciência, meu caro, muita paciência, e nenhuma piedade.

No mercy! O eventual esporro com idiotas talvez até qualifique o estressado como um bobo. Se o indivíduo quer realmente diminuir o número de panacas, deverá somente punir sem dó. Inteligentes adaptam-se. Os idiotas ficarão chorando na barriga dos gaviões. O chororô, portanto, é só ruído da seleção natural... Mas há um outro pensamento ainda mais maligno no próximo parágrafo.

Tal raciocínio me leva uma dúvida realmente atroz: através de um lugar-comum-pseudo-evolutivo, julga-se que entramos numa fase decadente por salvar idiotas indiscriminadamente, mas não é exatamente o aumento dos tontos que favorece a prosperidade dos mais inteligentes? Seria como se os sapos da cor lama mantivessem um programa social “favorecendo” os sapos mais claros...Hmmm.... A partir de hoje, eu elogiarei a televisão.