Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Solussão dos Pôbrema com Baruio

Diz o Houaiss sobre a pupila: "orifício situado no centro da íris, que, ao se contrair ou dilatar, permite regular a quantidade de luz que penetra no olho".

Dado o insuportável nível de ruído dos dias atuais, não seria má idéia se tivéssemos um dispositivo semelhante nos ouvidos. Minha solução é simples, mas precisará de milhares de anos de evolução. Explicarei.

Há uma pequena cartilagem na frente do canal auditivo. Uma "coisinha" (veja uma ótima ilustração ao final deste texto). Há quem ponha piercing na “coisinha”. E acho que quase todo mundo tem essa protuberância. Se a “coisinha” continuar crescendo, pode ser que funcione como redutor de sons desagradáveis. Depois, quem sabe, a “coisinha” adquira reflexos para fechar ao ouvir seu colega de trabalho histriônico, mas permita a passagem do som quando ouvir AC/DC ou Bach (qual preferir).  

Assim, num futuro distantíssimo, seríamos capazes de não ouvir o próximo. Veja que grande conquista para a humanidade. Você vai trabalhar e não ouve o telefone, não precisa entender o que os outros dizem numa fila, não está nem aí para a televisão. Não ouvirá o gol narrado quando o seu time estiver perdendo. Eis uma conquista importante para a espécie. A “coisinha” seria elevada ao título de Pupila Auditiva.

Chego ao ponto prático da idéia. Ao escolher o(a) pai (mãe) dos seus filhos, sua metade da laranja, procure uma laranja com uma "coisinha" já avançando sobre os ouvidos, além de outros atributos, claro! Tal qual produzimos poodles, poderíamos guiar a seleção para humanos capazes de selecionar o que ouvirão. 


P.S.: Isso nunca acontecerá. Ou não.