Dado o insuportável nível de ruído dos dias atuais, não seria má idéia se tivéssemos um dispositivo semelhante nos ouvidos. Minha solução é simples, mas precisará de milhares de anos de evolução. Explicarei.
Há uma pequena cartilagem na frente do canal auditivo. Uma "coisinha" (veja uma ótima ilustração ao final deste texto). Há quem ponha piercing na “coisinha”. E acho que quase todo mundo tem essa protuberância. Se a “coisinha” continuar crescendo, pode ser que funcione como redutor de sons desagradáveis. Depois, quem sabe, a “coisinha” adquira reflexos para fechar ao ouvir seu colega de trabalho histriônico, mas permita a passagem do som quando ouvir AC/DC ou Bach (qual preferir).
Assim, num futuro distantíssimo, seríamos capazes de não ouvir o próximo. Veja que grande conquista para a humanidade. Você vai trabalhar e não ouve o telefone, não precisa entender o que os outros dizem numa fila, não está nem aí para a televisão. Não ouvirá o gol narrado quando o seu time estiver perdendo. Eis uma conquista importante para a espécie. A “coisinha” seria elevada ao título de Pupila Auditiva.
Chego ao ponto prático da idéia. Ao escolher o(a) pai (mãe) dos seus filhos, sua metade da laranja, procure uma laranja com uma "coisinha" já avançando sobre os ouvidos, além de outros atributos, claro! Tal qual produzimos poodles, poderíamos guiar a seleção para humanos capazes de selecionar o que ouvirão.
P.S.: Isso nunca acontecerá. Ou não.
