Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 2 de junho de 2012

Nas melhores encruzilhadas: alea jacta est.

Uma das coisas (são muitas) que me irrita na mídia é a correlação entre riqueza e inteligência. Os bilionários são vistos como gênios. Pegue qualquer revista e veja como as matérias explicam como Zuckerberg, Steve Jobs e Carlos Slim são o ápice da potência neurológica. Os Leonardos do novo milênio.

A mídia se comporta como uma piriguete safardanha. Vai dar pro cara do carro tunado porque ele demonstra maior capacidade financeira. Afinal, custa caro rebaixar o carro e botar toda aquela parafernália inútil (exceto pra ter filhos). "Os bilhões de um IPO garantem a sobrevivência dos meus genes por várias gerações" pensam as revistas e as palestrantes. Riqueza sempre foi sinal de inteligência, né?

Não. É sinal de sorte. Só isso. Qualquer pessoa realmente inteligente sabe que, entre bilhões de amostras, uma delas ganhará bilhões. Estranho seria se isso não acontecesse. Daí eu fico pensando nas meditações anti-faustianas desse povo bilionário: "eu, que nunca tentei saber tudo, agora tenho o mundo aos meus pés. Piso em Margaridas. Que darei em troca se nem o trato foi feito ainda?"

Nada darás em troca, meu filho! O demônio do acaso trabalha de graça.