Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 19 de junho de 2012

O que não mata... emagrece?

Vou logo ao exemplo. Há vários anos atrás, comecei a comer pimenta. No início, muito pouco. Mas, conforme me acostumei, aumentei as doses progressivamente. Sempre mais e mais. Como ocorreu um perda de sensibilidade, a minha medida de quanto acrescentar pimenta será bem diferente de alguém que nunca coma a pimenta. Popularmente, eu fiquei "mais forte".

Imagine agora que eu fique doente amanhã. O remédio indicado será uma substância próxima da capsaicina. Mas meu organismo é "forte" pra pimentas. Pode ser que apenas ainda esteja vivo devido ao consumo das pimentas, e que tal hábito criou-se por total acaso. Logo, precisarei de uma dose bem maior do remédio, uma dose tão forte só administrada aos doentes muito fracos...
 
Por isso não como nada que a sabedoria popular possa me oferecer. São alimentos contaminados por indigência lógica e falsas relações de causas e efeitos.