Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Deus é estômago? Ou o estômago é deus?

O leitor antigo deste blog (uma abstração minha) sabe de meu desprezo siderúrgico por vegetarianos e teístas. No entanto fui pego, diria até trapaceado, por um suposto "homem ilustre". Gandhi. De agora em diante, aplicarei conceitos a la nietzsche nesse esquálido sem curry.

Se você acredita numa entidade teológica, mesmo que fraca, você está certo. Se você acha que alguns alimentos são errados, para você mesmo, você também está certo. Subjetivamente, claro. Mas não há qualquer evidêcia que acreditar em deus, e comer "certo" provocam luz, moral, sabedoria, saúde ou um lote na eternidade. Repito: mais fibras não fazem você melhor. Ir na igreja não valoriza seu passe neste planeta. Ninguém vive mais ou melhor acreditanto em deus ou comendo broto de feijão.

Agora, como é que alguém pode alavancar certa teologia em alimentos? Seria esquizofrenia confessar o que você comeu para alguma divindade? Deus (só usei maiúscula porque ele veio no começo da frase) não verifica se o crente comeu Kibe ou Santo Daime. Sua merda, apesar de rapidamente dispensada pelo vaso sanitário, não será metafisicamente investigada. As bactérias do seu intestino não são informantes da Santa Inquisição.

Juro, pelo bule chinês do Russell, que uma crença desta é baixíssima. Anula-se qualquer sestro de inteligência. Nem animais adotam essa prática absurda de tributar alimentos conforme sua divindade. Aliás, animais operam pela regra oposta: coma o quanto puder, agora e neste momento. Só se vive uma vida, e mal. A gula pode ser o único caminho para a salvação. Não discordo. E pratico. Espero até cagar ateísmos... do tamanho do Everest.