Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

domingo, 10 de junho de 2012

Como Encolher o Planeta

Sabe quando as pessoas falam "o mundo é realmente pequeno" para toda sorte de coincidências fortuitas? Más notícias: o mundo é bem grande... sempre foi... e sempre será. Os acasos da vida não implicam na diminuição do planeta. Eis algumas circunstâncias corriqueiras para o que chamo "Efeito Mundo Pequeno".

Encontramos milhares de pessoas em lugares distantes. Mas todas elas desconhecidas, oras. E podemos encontrar esses mesmos estranhos do lado de casa, e continuaremos achando que o mundo é bem grande apenas por ignorarmos "quem é quem". Não lembramos dos encontros que não ocorreram (vide os afogados de Diágoras). Porém, quando encontramos um conhecido na PQP (a probabilidade é alta, creia), o tamanho do mundo é o culpado?

Imagine-se conversando com um colega do trabalho, num boteco, durante o happy hour. Bom, o primo do seu interlocutor cursa economia na PQP, e namora a filha de alguém que você descobre ser o seu dentista. "Ah, como o mundo é pequeno!". Seria muito mais surpreendente se você NÃO tivesse qualquer relação entre pessoas X, Y e Z dadas ao acaso. 

As pessoas ficam felizes quando se deparam com uma coincidência e falam "o mundo é pequeno!". Sentem-se amparadas diante de um universo desconhecido e caótico. Dá um calor na barriga. Justifica nossas atitudes sociais. Pense bem em seus amigos e conhecidos: as que mais reagem ao "efeito mundo pequeno" são justamente as mais provincianas, bairristas e paroquiais? Elas adoram quando o planeta fica menor. Mas não seja sádico entre essas pessoas. Sorria e concorde, o mundo é minúsculo (embora exista a alta probabilidade desse encontro ocorrer na PQP novamente, com as mesmas frases, inclusive).