Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Desobediência... civil ou infantil?

Não seja uma criancinha revoltadinha.

 A pirataria existe para os últimos lançamentos em DVD ficarem mais baratos que filmes originais. Dá ódio genuíno (também ingênuo) do radar que não só controla a velocidade do carro, mas também verifica se o dono do veículo pagou o IPVA. Como ganhar mais dinheiro sem pagar imposto de renda, independente dos impostos gerarem benefícios ou corrupção? Como burlar essas imposições arbitrárias e despóticas?  

Não sei, e pergunto: por que saber isso? Nós queremos todos os benefícios duma sociedade de consumo, porém sem arcar com o ônus e as obrigações dessa sociedade. Como crianças mimadas e seus brinquedos antes do dever de casa. Nestes casos, o termo "desobediência civil" costuma ser invocado. "Não podemos aceitar, vamos protestar no Facebook!" E o indivíduo tenta se livrar de um sistema opressivo, burocrático e capitalista, do qual ele faz parte e é agente ativo.   


Esse paradoxo foi exposto em Walden (um livro chato e obrigatório) e Clube da Luta (um filme legal, mas não li o livro). Quanto mais o indivíduo possui, mais ele é refém dos seus "bens" e da sociedade. Quanto menor a propriedade, mais liberdade e independência, portanto, maior a possibilidade de desobediência civil verdadeira. Madura. Efetiva. Logo, o único jeito de burlar o sistema é saindo dele. Deixar tudo o que mais gosta, incluindo parentes queridos, seu DVD player "toca tudo" e qualquer possibilidade de ser visto como um cidadão com direitos (lembre-se: sem deveres não há direitos. Bem vindo a selva).

Drop out! Mas não é fácil. Pior que tirar o dente do siso. Como animais sociais, morremos de medo da exclusão, da falta de recursos e de ficarmos desamparados numa tempestade. Fica clara a diferença entre um anarquista legítimo e um bocó infantilóide seguindo cartilhas da esquerda meia-boca (a esquerda de Facebook, a pior de todas). São raros os auto-excluídos, os que vivem sob as próprias regras. Hiperbóreos.

Antes de reclamar do "sistema", olhe para um espelho. Ali está o verdadeiro ditador opressivo e fisiológico. A criancinha viciada em doces que vai dormir sem escovar os dentes. O babaca que assiste filme pirata e diz que "é uma crítica ao capitalismo". 

Meus maus conselhos. Jogue a TV no lixo, venda o carro, não declare imposto de renda e curta a vida fora da sociedade. Vá de bike. Se é que você tem coragem.

Bônus: roll the dice.