Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

I ain´t gonna work on Maggie´s farm no more.

Às vezes me pego pensando na escravidão. Por milênios, foi normal ter escravo... ou ser escravo. Essa rebeldia proletaria contra a escravidão é algo quadradamente moderno (algo como os casais de hoje que acham que os casais do passado sempre dormiram em camas king size). Mas antigamente era algo corriqueiro comprar, vender ou mesmo alugar mão-de-obra escrava. Era a vida. 

Então vejo essas pessoas malucas com animais de estimação. Elas estão certas, elas tem razão. Elas são respeitáveis, assim como eram respeitáveis os escravagistas do século XVI. Mas ocorre uma sutil inversão. Quem é o escravo e quem é o senhor numa relação humano/animal? Onde é que ficamos tão distorcidos que o discurso anti-escravidão e pró-pet grita a condição subalterna dos humanos perante animais domesticados? É melhor ser escravo ou ser um poodle?

Não estamos exatamente no melhor dos tempos. Nem no mais inteligente.