Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cair na Rua ou Cair na Ciclovia?

Perdi, entre as várias mudanças da vida, uma matéria interessante sobre ciclismo. Motoristas desviam excessivamente de ciclistas tipo Tiozinho (trajes civis, condução despreocupada, bicicleta tosca, rumo indefinido, etc). Esses mesmos motoristas pouco alteram a trajetória e tiram finas de ciclistas tipo Lance Armstrong (capacetes reluzentes, bicicletas caríssimas, condução "profissional, fantasia de tour de france, etc). 

Tal paradoxo extrapola o ciclismo. Permeia quase tudo na vida diária... embora pouca gente note essa estranha condição. Assim, faz anos que digo isso. E faz anos que as pessoas riem de mim:

- Quanta idiotice, você não percebe que estamos mais seguros com equipamentos mais seguros? É óbvio!

- Não é óbvio, e aí mora o perigo. Por incrível que pareça, fatores de risco diminuem o risco. Mas foda-se... acho que raríssimas pessoas entendem esse paradoxo e conseguem enxergá-lo nas suas mais variadas formas.