Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ateus temem deus ou o quê?

Testemunhas de Jeová batem a sua porta trazendo marmeladas. Evangélicos pregam em praça pública. Católicos saem cantando e sapateando como Gene Kelly... E os ateus ficam em casa lendo e remoendo em racionalismo masturbatório.

Bando de covardes ou bando de solitários sem cartilha? É claro que sair pregando o ateísmo seria uma forma de crença: a crença de que ter nenhuma crença é a melhor crença. Mas me irrita ver um monte de ateus apreciando quietamente a religião dos outros.  

Ando irritado com o deus dos outros. E com o silêncio dos ateus. Eu não consigo mais aceitar arroubos religiosos ou o famoso “respeito ecumênico”. Invocarei a isonomia. Se eles podem sair falando abertamente de suas religiões, eu também posso contra-argumentar sem medo de passar por "inimigo de cristo", ou de ser taxado de rude ou ignorante.


Vou pesquisar quando a religião se torna invasiva (parte fácil, pois há excesso de registros), e quando ateus aceitam passivamente a pregação alheia (mais difícil, pois não temos registros). Fica inaugurada a série anti-deus e, ironicamente, crítica ao zen-ateísmo vigente.