Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As Bestas do Apocalipse

Experiência: pegue um religioso bitolado, e apresente costumes e idéias de outras religiões. Ele achará interessante, exótico e absolutamente errado. Dirá que tem respeito por esses infiéis e pedirá o perdão de sua entidade pelo interesse demonstrado. 

Blindado por sua crença, ele não sofrerá das dúvidas típicas de alguém inteligente. Seguem as dúvidas: se eu acho estranho essas coisas, obviamente que as pessoas da religião contrária acharão os meus trejeitos igualmente sem sentido. E se meus hábitos são estranhos para eles, por que diabos eu invisto tanto tempo e energia colocando-os acima de quaisquer assuntos terrenos e aceitando-os como as verdades definitivas?


Certa vez, numa entrevista, o jornalista confundiu-se e Bertrand Russell ficou possesso: “eu não quis dizer que todas as pessoas religiosas são idiotas! O que eu quis dizer é que todas as pessoas idiotas são religiosas!”