Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

In hoc signo vinces


O religioso não sente melindres quando lhe pedem que explique sua religião. Dúvidas, no caso, revelam falta de fé. E vocês já conhecem esta tecla de outras batidas: fé recebeu atestado de virtude. Arroubos de fé implicam arroubos de virtude.

O ateu não tem este trunfo. Além disso, perde-se tempo ao discutir religião com um crente (afinal, ele está mais do que certo e não vai desistir de sua crença num simples debate) e imaginar que o ateu receberá apupos de herói da razão. Ao contrário do plano divino, o racionalismo se faz sem profetas, mártires ou heróis. Racionalistas não viram estátuas.

Quando cruzam as armas num debate, o ateu dá a impressão de despreparo. Sua arma, a razão, só funciona no mundo físico. Religiosos têm todo um plano metafísico, onde entidades onipresentes e oniscientes inventam as regras e intercedem no mundo físico. Mas este “despreparo” não deveria impedir o ateu. Na verdade, deveria lhe dar mais gás na argumentação.

Fato: ateus evitam o confronto simplesmente porque eles também não sabem usar a razão, tal qual seus oponentes de cérebros lavados. Esses ateus desconfiam dos rumos do debate e temem a fraqueza da própria arma. Seu racionalismo é capenga, enferrujado e pouco utilizado no dia-a-dia. Assim, temos bobos em ambos os lados, e a sociedade impondo o “religião não se discute” dá automaticamente a vitória para os crentes.

Um exemplo. De um lado, há o vendedor de auto-peças que nunca atirou com uma pistola na vida. Seu oponente é um exímio e confiante espadachim com poderes mágicos. Estamos numa sociedade que, para evitar mortes, determina um vencedor antes da luta começar. Nada de sangue! A vitória fica com o cara da espada...