Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Criação sempre é subversão?

Durante a noite, tenho idéias muito boas. Acordo e fico matutando por horas, durante a madrugada, em muitas coisas absurdas e exóticas. Então digo pra mim mesmo: preciso  me lembrar, preciso usar meu período de trabalho e trabalhar essas idéias. Que puta ilusão...
 
No trabalho, não consigo fazer nada. Pareço uma abelha que cai na cerveja, e depois fica rastejando pela mesa, alcoolizada, encharcada e sem coordenação motora. Corro o risco de ser esmagado por alguma garrafa gigante controlada por um sádico deus da boemia (ou da bohemia, tanto faz).
 
Só acontece comigo? Não. É geral. O período de trabalho consegue embotar nossos sentidos, diluir a inteligência por completo e, ainda, tirar a criatividade de todo mundo. Olhe para o lado durante o trabalho. Veja essas milhares de pessoas no trânsito pela manhã. Pessoas ao celular não estão gravando mensagens pra um novo quadro, poema, livro, filme, nada... Nada nada nada. É pra ir até o local, quebrar pedras por oito horas, e voltar pra casa e pra televisão.
 
O sujeito precisa de vontade inquebrantável para criar, mesmo sob fogo dos cafézinhos e burocracias. O sujeito precisa pensar durante o ataque da rotina e dos telefonemas cretinos. O sujeito precisa, enfim, continuar criativo sob mil regras sociais inúteis, luzes fluorescentes e controles de ponto e relatórios no Excel. Não é pra qualquer um...

[P.S.: Acho que já sei. No trabalho fico num mau humor daqueles... É difícil criar algo quando se quer destruir algo]