Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Escolas Atéias

Se existem escolas cristãs, por que ateus ainda não criaram escolas atéias?

Acho que o ponto nevralgico é este: como evitar a transformação da crianças em idiotas. Link cômico número 1, e link cômico number two. 

Quando as crianças começam a perguntar “por quê?”, os adultos agnósticos ficam aturdidos. Eles também não sabem, mas aprenderam a aceitar que o mundo é grande demais para ser compreendido e postura correta seria admirar sem questionar. Assim, fica mantido o verniz fosco-misterioso do universo. 

“Forças maiores”, “alguma coisa” ou “uma energia” são os termos usados por agnótiscos quando eles se referem ao metafísico. Quando as crianças nascem, como fazer para que elas respeitem certos valores e aprendam sobre “uma energia”?


Nos países desenvolvidos, existe a exótica opção de não usar o ensino oficial. Educa-se a criança em casa. Sou totalmente favorável. No Brasil, proíbe-se a prática. Então pais agnósticos matrículam seus filhos em escolas supostamente laicas, onde a criança chegará (se tiver sorte e um pingo de inteligência) no respeito boquiaberto ao “alguma coisa”.


Escolas francamente ateístas seriam a solução. Nada de deus, de forças maiores, de respeito boquiaberto ou de mistérios do universo. Se algo não pode ser explicado racionalmente (por enquanto) então este será o ponto a ser estudado mesmo.


Assim, chegamos em outro nó. Escolas atéias são inviáveis comercialmente? É possível um currículo escolar puramente ateu ou implicaria num ensino infinito (tendo em vista que nunca saberemos tudo)? Ou simplesmente “pega mal” botar a criançada pra “estudar de verdade” enquanto os filhos do vizinho aprendem numa escola que ensina “valores de verdade”?