Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 10 de março de 2012

Quid pro quo

Amor: desequilíbrio neuroquímico causado pelo hormônio oxitocina. Após partos e na expectativa ou desfecho de relações sexuais nossos cérebros estão cheios dessa substância. Assim, o amor como aparece nos livros e filmes não existe. Pura ficção moderna. Infelizmente a ciência ainda não se dedica a calcular os níveis de oxitocina para o desenvolvimento de um antídoto portátil para o amor. Muitas cagadas seriam evitadas com seringas de “anti-amor” no bolso. 


Ciúme: sentimento de perder a exclusividade sobre determinada propriedade. Ao contrário do amor, podemos provar ou não se possuímos tal coisa através de cartórios, recibos e contratos. O fato de ter a propriedade de algo não implica que gostamos daquilo. De modo geral, gostamos, senão obviamente não a teríamos... Quanto ao sentimento de se sentir usurpado da propriedade talvez a ciência ainda não tenha descoberto qualquer hormônio. Deve ser tão natural quanto respirar ou atirar pedras nos usurpadores.


Vamos agora iluminar alguns pontos obscuros. Casamentos (ou assemelhados) não são contratos de posse interpessoal. Exibições de ciúme não são exibições de intoxicação por oxitocina. E o pior de tudo: provocar ciúme não prova que o enciumado(a) tem oxitocinas, mas sim que o causador do ciúme é tão idiota que confunde partos e oxitocina com coleções de selos e propriedade privadas. 


Para maiores esclarecimentos ler os seguintes livros: Lolita, Dom Casmurro, Em Busca do Tempo Perdido e Othelo.