Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

quarta-feira, 28 de março de 2012

From whom the bells tolls

Após ler essa inteligentíssima reportagem, a que conclusão se chega? Nenhuma. O mais importante foi negligenciado por um monte de groselhas que todo mundo já sabe. Se metade dos cânceres é evitável, portanto a outra metade é inevitável.

E como não há cartilha para um estilo de vida antes do câncer inevitável, voltamos sempre para a terra batida. Imagine alguém CDF em matéria de estilo de vida. Jogging, fibras, relaxamento ayurvédico, iogurte desnatado e pudim de soja orgânica. Mas essa pessoa terá um câncer inevitável. Que raiva!

Eis a razão das mortas lentas serem torturantes: há tempo para retrospectivas inúteis e a avaliação de quão idiotas nós somos.