Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Matei, limpei, assei e comi.



Dois opostos me intrigam. E aos dois tenho resistências. Um deles é o movimento vegetariano. Creio que ele tem origem num movimento quietista culpado, de resignação covarde, ignorante da gastronomia, repleto de clichês politicamente e ecologicamente corretos, além das balelas pseudo-nutritivas-nutricionais promovidas por senhoritas esquálidas ou hippies anêmicos e subnutridos.

Outro movimento que desprezo é a junkie-food rápida, fácil, barata e industrializada. O povo semi-obeso que joga fora comida com presunto, que gosta de Mac-Donalds (ou outra franquia qualquer) por não saber fritar ovo. Gente que desconhece o trâmite que há entre uma sardinha nadando no oceano e as sardinhas em lata. Babacas que julgam sushi chique e nojento o bife tártaro. Além dos cretinos que desconhecem a origem da carne moída vendida nos hipermercados e acreditam que vegetais cozidos e enlatados fazem bem para a saúde.

Acho que a visão sensata e realista seria através de uma pedagogia mais radical e primitiva da origem dos alimentos. Onde nascem, como crescem e o que comem. O bom seria aprender a matar galinhas, porcos, peixes e bois com as próprias mãos. Na faca e no machado. Como se limpam as vísceras e drena-se o sangue. Os cortes e o que fazer com cada parte do animal. E como cozinhá-las de maneira simples e rústica. Sem frescura e sem maquiagem (onde a Bicho-Carne deixa de ser boi, peixe, porco e galinha pra virar bandeja numa gôndola ou foto fake em lanchonetes).

Eu passaria minhas próximas férias, e pagaria uma boa grana, só pra aprender onde fica exatamente a picanha. Como se faz bacon a partir do porquinho Baby. Além da galinha ao molho pardo e ceviche de pescado (de verdade). Este seria o verdadeiro conhecimento holístico que não permitiria a fragilidade emotiva vegetariana ou a hipocrisia salsichesca bruta e sem paladar. O homem de carne que come carne.