Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Digerindo Noronha

Praias paradisíacas, estrutura precária, preços sensatamente exorbitantes. Fernando de Noronha é um mundinho próprio, tipo Fenda do Biquíni (cidade do Bob Esponja). Mais 10 dias e você se sentirá num inferno de mar transparente, uma Alcatraz cheia de eco-chatos, cervejas caríssimas e quase nada de civilização. Ao menos, não tem mosquitos. E um monte de gatos sociáveis e malemolentes. O tipo de lugar onde se fala: já fui... e nunca mais volto.

Restaurante Varanda

Pequeno e quase aconchegante. Os garçons andando pra lá e pra cá naquele assoalho de madeira irritam um pouco. Mas invoque uma caipirinha (são enormes) e concentre-se no menu e na carta de vinhos. A entrada de polvo com pimentão e vinagre balsâmico estava magnífica. 

Depois, moqueca. O peixe estava espinhento, e a moqueca, em si, mediana. Mas havia uma farofa frita viciante... e o indefectível pirão. Enfim, poderia ter impressionado mais. Serviço competente (raridade na ilha). Eu voltaria, se fosse mais "perto" do planeta Terra.

Restaurante Xica da Silva

Olhando o cardápio (e os preços), pensei "putz, entramos numa fria!". O cardápio estava pra lá de usado, sovado e espinafrado. E a variedade de pratos era pequena. Controlando o impulso de levantar e ir embora, pedi direto o prato principal. Demorou. Outro garçom veio confirmar o que eu havia pedido. Tratava-se de um risoto com mariscos, polvo e camarão, e um filé (cujo peixe não me recordo) ao molho de ervas. Chegou e estava muito bonito, e o sabor, excelente.

Os pratos que chegavam nas outras mesas também tinham esmero visual. E tentando sanar a falta da entrada, pedi sobremesa. Mil folhas de tapioca com queijo coalho, sorvete de côco e calda de goiabada. Por Júpiter! Recomendadíssimo, apesar do serviço estar meio capenga naquela noite (parece que todas as noites são assim). Talvez eles apostem no efeito surpresa. 

Alguma barraca na Praia do Cachorro

Sardinhas inteiras, com cabeça e tudo, empanadas e fritas. Mais as cervejas. Mais a paisagem. É realmente doce morrer naquele ponto específico do mar.