Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Digerindo Natal


Natal é uma puta cidade enorme, e eu adoro putas cidades enormes. As praias não são lá essas coisas, mas quem se importa com praias quando há uma puta cidade enorme atrás? Meu conselho é: acorde cedo. Para uma puta cidade enorme, as coisas fecham cedo demais (22:00).

Camarões Potiguar.

Esse troço precisa virar uma franquia urgente. Serviço competente e agil, menu e carta de vinhos bem casados. Pratos ótimos no preparo e na variedade. Sem segredo, fórmula de sucesso. 

Fomos de camarões ao molho de manga, pimenta verde e arroz com castanhas de caju. Prometemos voltar, voltamos, mas foi num dia em que todos tinham feito a mesma promessa. Havia uma fila quilométrica. Uma pena (eu estava animado pra comer até passar mal).

Mangai

É o mais famoso, o maior e uma grande furada. Buffett gigantesco, serviço horrível e armadilha turística de sempre. Se você é louco por comida nordestina (não é o meu caso), então tudo bem. Pelo menos, foi barato. E o pior: espalha-se pelo mundo feito uma franquia. 

Manary

Deu trabalho achar. É uma pousada, e você precisa que o recepcionista vá com sua cara para ele dizer onde é o restaurante. Chique, estiloso, ambiente "not Mangai". Um pouco intimidador para uma praia (Ponta Negra) onde o povo fica dançando "eu quero tchu, eu quero tcha".

Entrada: mini bruschettas de banana da terra com queijo coalho e manjericão. Prato principal: camarão ao pesto de castanha de caju, nhoque de tapioca com molho de abóbora. Mesmo com o serviço um pouquinho amador, dou nota onze. Se for a Natal, vá ao Manary, e nem passe pela recepção da pousada. O restaurante fica naquela enorme porta vermelha estilo "big trouble in little china" da rua lateral.

Agaricus

Cozinha contemporânea, mas bem afrancesado. Os pratos tem sempre cogumelos, batatas, manteiga e alguma palavra de la république. E o serviço estava excellent. 

Ragu de cogumelos. Hmmm... Nada de novo sob o soleil. Mas savoureux. Pedi o plat de résistance: Camarão ao molho de laranja, mel e pimenta verde. E da-lhe pimenta verde. Mais gratin dauphinois e arroz branco (que nem toquei). Inoubliable

Entusiasmado, pedi o Crème Brulée com Baileys. Quando em Natal, pergunte ao primeiro passante: "Voudriez-vous avoir l´obligeance de me donner l´adresse..." Ah, esquece. Peça pro taxi te levar a Av. Afonso Pena, 529 e fim de papo.