Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 15 de setembro de 2012

Vote Longe

Você pode comprar qualquer sapato que quiser, e também pode não comprar sapato algum. Não existe lei dizendo que você não pode ficar descalço. Foi feita a escolha de não escolher sapatos. Justíssimo.

Você pode usar o corte de cabelo que mais gostar, e do mesmo modo, não há lei obrigando cortar o cabelo. Sua escolha é a não escolha. Nem o maior gênio do direito alegará que houve violação dos deveres de cidadão cabeludo.

Você pode votar em quem quiser, mas há uma lei dizendo que você tem que votar. Ou ao menos comparecer a uma zona eleitoral de outro município e dizer que não foi capaz de votar em sua própria cidade. Logo, você é obrigado a escolher um candidato / branco / nulo, ou obrigado a justificar que estava em outra cidade e não pode escolher. Não há a opção de ignorar o pleito.

(Imagine o descalço e o cabeludo protocolando justificativas de suas escolhas. "Não uso sapatos porque meu sapateiro fica em outra cidade e não posso ir descalço até lá". Ou "minha banda de Metal está em turnê".)

Por isso acho uma idiotice a apologia do voto nulo. Somos obrigados a escolher alguém, escolher nulo ou escolher em branco. Mas não temos a escolha de não escolher. Somos forçados à democracia. Quero registrar minha ojeriza ao voto obrigatório e iniciar o movimento do Voto Longe. Se sou obrigado a escolher, então opto por viajar. Hasta la vista.

Bônus: a banda de blues mais tarja preta, com o blues mais triste do mundo.