Que porra é essa?!?
Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:
"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."
Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.
Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O que consigo escrever entre 47% e 50%...
Mas aos 12%, o programa diz que faltarão 8 minutos. Começo a prestar atenção na evolução da coisa. O tempo voa, e a porcetagem rasteja. Agora em 47%, faltam só cinco horas para acabar. E já faz um bom tempo que a coisa empacou nos 47%.
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Pergunte para alguém qual a probabilidade de ser atingido por um raio. Pequena, dirão. E qual a probabilidade de ser atingido por um segundo raio, após o primeiro choque de azar? A resposta será que a probabilidade é menor ainda. E um terceiro?
Oras bolas elétricas. Se a pessoa levou um raio, é bem provável que ela tome outro num futuro próximo. E se isso acontecer, o terceiro raio é questão de tempo (nos dois sentidos).
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Esse é um clássico comportamento de estudante. Se determinada tarefa é complexa, será conveniente dar um longo prazo para que ela se realize. Assim, o pilantra acha que o TCC deve ser entregue só no final do ano, pois então ele teria o ano inteiro (de prazo) para completar a tarefa (o que nunca ocorre).
Essa síndrome da "complexidade leva tempo" atinge também artistas e escritores. O que é ótimo. Muitas ambições superiores precisam de décadas de prazo. Quanto maior a obra, maior o tempo. Mas então os artistas morrem de velhice durante o prazo, e nós ficamos livres de suas criações tão modorrentas.