Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Amo meu cachorro porque ele me ama!

O maior perigo do investidor em bolsa é a afeição. (Não, emoção não é o maior perigo. Passamos emoções toda hora, e até gostamos dos dias de rogue trader, circuit braker e BC´s histéricos. Estamos acostumados a emoções, seja lá quais forem... Zica mesmo é a afeição).

Você compra algumas ações de uma empresa que admira. Essas ações sobem. Você compra mais. E elas continuam subindo. Você então vende algumas ações e dá entrada num apartamento. Ou seja, aquela empresa proporcionou o infame "sonho da casa própria". E as ações continuam subindo, e você continua comprando.

Ehhh.... que vida feliz com suas ações preferidas! All you need is love.

O apego é um traço emocional valorizado em nossa sociedade. Se ama seu cachorro, isto faz de você uma pessoa boa. E se ama suas ações, você é pessoa boa com a carteira explosiva. Essa a diferença entre seu cachorro e suas ações. O primeiro te ama porque depende de você. A segunda nem sabe que você existe (embora o departamento de Relações com Investidores insista no contrário).

Use a razão. Sua partipação na empresa é de 0,001822%. Sua afeição 100% não pode influenciar os resultados ou os destinos da empresa. Logo sua afeição deve ser proporcional ao seu share: 0,001822%. Cruel. Já o seu cachorro está geneticamente programado para gostar 100% de você, desde que você esteja entre os majoritários.

Creio que essa seja uma das lições mais duras do mercado financeiro. E talvez seja por  isso que tanta gente desiste da bolsa. A afeição recíproca nunca será verdadeira. Muito mais confortável e compreensível ter cães que ações.