Que porra é essa?!?
Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:
"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."
Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.
Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)
terça-feira, 22 de março de 2011
Futebol Esporte Corporation
No início dos anos 90, chegaram os pagers. Você telefonava pra uma central, deixava um recado, o número do pager e pronto. O dono do pager pegaria o recado onde quer que ele estivesse (nem tanto). Um negócio promissor, até os celulares trambolhos chegarem e você ser capaz de dar o recado direto pra pessoa, onde quer que ela estivesse (nem tanto). Essa mudança ocorreu um poucos meses, numa velocidade espantosa. Se não vemos pagers como sucata, foi porque muitas pessoas nem tiveram tempo de comprá-los. Um empresário necessita de tempo para maturar investimentos. No caso dos pagers, foi dinheiro rasgado.
Chama-se obsolencência essa característica de ser útil agora, e inútil amanhã. Um martelo demora pra ficar obsoleto, mesmo em uso. Uma caixa de fósforos dura o número de palitos. Daqui algum tempo, talvez a gente ria lembrando a febre dos iphones: pessoas na fila, brincando de celular até adquirir TOC, esperando a próxima "geração"...
Mas qual é a obsolencência de um torcedor de futebol? Caso seja um time grande (eles precisam dar resultados, assim como empresas), a "paixão" pelo time é transmitida entre gerações. Não chegará um novo produto, mas talvez um novo concorrente, acirrando ainda mais a disputa. Talvez... A escala futebolística é maior que a escala humana. E há inúmeros casos do sujeito que se desilude com o time, até que, anos depois, numa final de campeonato, "renasce a paixão".
Por essa e outras nossos cartolas sejam tão ruins. Os dirigentes dos clubes simplesmente não precisam se preocupar com os clientes. Eles "nascem" sozinhos. Ou "renascem". Que empresário não gostaria de clientes assim: fanáticos e imortais por um produto que, se bem administrado, permanecerá per saecula saeculorum!