Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Davi versus Golias (Coruja versus Saint Gobain)

Eternit, ao divulgar os resultados de 2010, deixou algumas pistas sobre seu futuro.

a) Em 2011 "não investirá em crescimento orgânico". O que isso quer dizer exatamente é: chega de fibrocimento e amianto. Com capacidade instalada de 1 milhão de toneladas no setor e 30% de share, chega. Não, não estão fechando as fábricas. Só mudando as perspectivas para b).

b) "Estudamos crescimento via aquisições". Essa frase desnecessita explicação.

Como a mensagem b) exclui a mensagem a), concluo pela definição clara e inquestionável da empresa migrando para outros setores.

Até aqui o raciocínio é bastante óbvio. Mas vão comprar quem? Surpresa seria Eternit comprando uma fábrica de microchips. O que estou projetando segue uma lógica bastante coerente e diria até mitológica: Davi versus Golias. O pequeno notável versus o grande, gordo e pouco ágil monstro francês. 

Vejam o passo-a-passo do meu racional-coruja: Eternit não tem dívidas (i.e. pode se endividar). Eternit gera bastante caixa (i.e. pode crescer, e se endividar). Eternit tem um forte canal de vendas (i.e. põe seus produtos em qualquer canto do país, e vende). O mercado tem certeza que Eternit é só amianto. Eu tenho certeza de que Eternit será grande player em material de construção (e a mineração de amianto será apenas backbone para a expansão da empresa).

Talvez, quando o mercado perceber que Eternit tornou-se bem mais que amianto, seja tarde demais. Talvez, neste dia, a cotação de Eter3 já tenha triplicado em 2 anos, sem perder fundamentos. O mercado é ineficiente, tapado e demora a ver movimentos pequenos porém decisivos. O mercado, per se, também é um Golias... Eu já acredito no Davi, desde 2006 encarteirado com méritos.

Porra, 3 calls seguidos (Paranapanema, Metalfrio e Eternit)? Tá, no próximo texto eu carco a madeira em alguém...