Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 13 de outubro de 2012

O Chato Crepuscular

Lá estava eu num lugar onde se dizia que o pôr-do–sol era fantástico. Shame on you!, claro que é piegas toda vez que o sol desaparece no horizonte. Ele (o sol) faz isso há milênios, e só o homem tornou-se capaz de sentir comichões por esse prosaico evento. Mas o que seria do homem se ele não se permitir certas fraquezas?


Enfim, lá estava eu, onde o sol desaparece no horizonte, numa ilha paradisíaca. Assim como eu, havia outros 200 humanos, mais ou menos... Nenhum deles visivelmente envergonhado, mas sim alguns com violões, ao longe (ou mais perto do pôr-do-sol). Fariam música para quando o astro borbulhasse nas águas do Atlântico. Que poético.

Até aí, tudo bem. Tem idiota pra tudo. C´est la vie... Mas um deles se levanta e caminha em minha direção. Será que ele se tocou do ridículo que está fazendo?, penso eu. Será que ele vai buscar cordas pra afinar melhor o violão, ou se enforcar? Por que essa súbita fuga de seu grupo de babacas crepusculares? Epa, ele vai falar comigo, não, por favor, não me force a ser mal educado de novo...

- Será que você pode se juntar a nós? Sua presença é muito importante. Será um evento lindo!

Caralho da porra. Eis o chato. Ele não se contenta em chapinhar feliz na insignificância humana, ele quer que sua insignificância signifique alguma coisa para outras pessoas. E fará isso cantando para o Sol (que, por ventura, se encontra perto de desaparecer apenas no NOSSO horizonte) com testemunhas confiáveis. Amigas. Reconhecíveis caso um serial-killer esteja entre os presentes (que droga, onde estão os assassinos seriais quando precisamos deles?!).

Não sei qual foi a música. Mas tenho certeza que o momento foi imortalizado em vídeo, e agora já está no Youtube. Quer que te mande o link? Será muito importante para mim que você adicione este vídeo em sua lista de preferidos.