Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Já Sabe Tudo Sobre Nada?

Tenho interesse por crimes não resolvidos. Eles permitem que se exercite aquela estranha combinação filosófica: o que sei que não sei, e o que não sei que não sei (ou sei).


Estas “impressões de saber” estão na vida cotidiana. As tentativas de prever o futuro (vai chover, time X ganhará, candidato Y será eleito), de investir em mercados financeiros, de apreciar arte e até mesmo preparando uma simples receita de culinária. Por mais informações que tenhamos, elas não são suficientes, e talvez atrapalhem, na hora de especular a provável resposta correta.

Acabo de ler “Zodíaco”, de Robert Graysmith. O livro relata, minuciosamente, a obsessiva investigação ao famoso serial killer que causou pânico no EUA. Até hoje não sabemos quem foi o Zodíaco, apesar da quantidade monstruosa de informações produzida pelas investigações e dos esforços de dezenas de investigadores. 

Então, volto um pouco e repito: mais informação pode implodir seu conhecimento? O que você sabe talvez não tenha qualquer valor. No livro, há uma boa declaração de um dos investigadores: “Há tanta coisa aqui, que deveríamos ser capazes de solucionar esse caso. Ou isso ou ele simplesmente está nos fazendo andar em círculos.”

Talvez, no futuro, apareça acidentalmente a identidade do Zodíaco. Como quando parentes resolvem organizar a papelada do vovô, descobrindo que ele era nazista (caso em que as informações existem, mas só foram descobertas por acaso, tornando inúteis todas as informações e investigações anteriores). 

Ou nunca saberemos quem foi o Zodíaco, pois ele foi cuidadoso, ou teve sorte, para destruir toda a informação que levaria a conclusão do mistério. Caso dos "crimes perfeitos", que existem sim... e são tão perfeitos que ninguém ficou sabendo (não há qualquer informação).

PS.: a carne é fraca. O Zodíaco cometia erros ortográficos muito claros e bobos. Há aí alguma “mensagem dentro da mensagem”? Ou ele era disléxico? E disléxicos gostam de criptografia?