Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ainda Não Conhece Paris?

O turista é um absurdo. Ele gasta enormes quantias de dinheiro para “conhecer”  lugares. Tira milhares de fotos que depois não recordará do que se trata. Se expõe a toda a sorte de riscos durante a viagem. E retorna para casa, exausto, com a aura de conhecedor de outros locais, de viajado, de alguém com bagagem cultural...


Minha teoria é que o turista é uma adaptação moderna (e sem lógica). Antigamente, ninguém viajava só por viajar. O sujeito não tinha a disposição agências de turismo, aviões, cartão de crédito ou hóteis. Uma viagem era uma aventura, e com alguma motivação clara e imprescindível: conquistar terras, guerrear, estudar, explorar, fugir, negociar, etc. 

Assim, não cabia ao cidadão comum, ao mediano, a possibilidade de “conhecer” outros países ou culturas. Esse cidadão ficava em casa, cuidando da própria vidinha. Só os raros viajantes traziam relatos dos locais encontrados. E isso tornou-se o “verniz” valorizado no homem viajado. Viagens colocavam o cidadão acima da média. Colocavam! Agora não mais.

Hoje qualquer zé-ruela viaja. Este turista ignora o que encontrará, e mesmo depois do passeio, ele continua ignorando onde foi. Ele apenas tira fotos para provar que foi até o local, traz bugigangas e considera onde serão as próximas férias. E, ainda por cima, adquire o status de conhecedor de lugares distantes. De alguém que sabe aproveitar a vida (com ajuda governamental, o PIB agradece).

Portanto, diga-me onde foi e para quê, e direi quem você é