Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Bola de Neve

Este o nome da alardeada biografia oficial do W. Buffett. Mais de 800 páginas, que percorri com certa irritação. Sim... irritado com a pouca objetividade e o excesso de fatos desprezíveis. Fez falta o editor com tesouras afiadas. Apesar do detalhismo excessivo, a biografia merece a leitura de quem tem um pé (ou os dois) no mercado financeiro.

Se há um monte de livro que diz o que fazer, Bola de Neve dá lições pelo que não diz. Este seu grande valor. As partes interessantes são os contrastes entre a vida de investidor de Warren, e suas idéias e frases arquiconhecidas. Lemas que pequenos investidores do mundo todo cantam como bem-te-vis fanáticos. Frases de tanta ajuda na bolsa como um copo d´água pela manhã, ou usar meias pretas nos dias pares.

Vantagem competitiva durável? Margem de segurança? Empresas que vão bem mesmo com CEO´s idiotas? Privilegiar o fluxo de caixa? Círculo de competência? Derivativos são armas de destruição em massa? (Ele os usou muito, até o dia que eles se tornaram tóxicos...)

Eu não me canso de dizer que a grande maioria dos conceitos de investimento são mitológicos. Seja qual for a teoria, estes conceitos não existem, nem existiram ou existirão. Mas os buffettianos encontram um bastião quase inabalável nas rentabilidades da Berkshire Hathaway (a holding do Buffett). Eles dizem: “olha, se fosse mentira, ele não seria tão rico! As rentabilidades PROVAM que ele está certo”.

Recomendo a leitura, para acabar de vez com essas baboseiras de margem de segurança e vantagem competitiva durável. A biografia foi escrita por uma puxa-saco-mor, mas subentende várias contradições radicais. Se a intenção foi louvar o gênio, o resultado implode as supostas “filosofias de investimento” do bilionário.