Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Borboletas e Construtoras


Basta um leve adejar de asas da borboleta Selic para um furacão assolar o país das construtoras. Ou sou um exagerado?

A afirmação acima não peca por excesso e as razões são bastante claras. Para prosperar, as construtoras precisam dum ambiente muito específico. Ambiente composto por: endividamento da população controlado, baixa alavancagem financeira, excelência administrativa na compra de terrenos e venda do produto acabado e... crédito. Os primeiros fatores dependem da empresa. Ela tem que se virar para garantir isso e se manter viva. Muitas o fazem e se saem bem na fotografia. Mas o crédito não depende delas.

Crédito é dívida. E dívida é excesso de dinheiro numa ponta, e carência de recurso em outra ponta. Quando se mexe na taxa básica de juros da economia (a Selic), visando arrefecer crescimento, fica um pouquinho dífícil financiar uma moto de 5 mil reais. E um poucão mais difícil financiar um apartamento de 500 mil reais.

Construtoras não vendem motos, mas apartamentos. A afirmação lá de cima torna-se plausível. O que pode ser uma mudança muito pequena pra quem vende motos, pode inviabilizar a longo prazo quem compra terrenos pra vender "torre corporativa triple A", seja lá o que isso for...

Num ambiente de taxa de juros alta, construtoras encolhem. Só existe uma maneira duma construtora crescer: a empresa financiar os imóveis que ela mesmo venderá. Para isso, ela precisaria ser um banco e uma construtora, ao mesmo tempo. Como eu não conheço nenhuma empresa assim, no momento, na bolsa brasileira, bato nas antigas teclas. Construtoras não são indicadas para uma carteira de ações de longo prazo. Not fit to buy n hold. Há riscos envolvidos (muito deles, como sabemos, desconhecidos) e você pode ir pra gandaia na sexta-feira feliz da vida com suas ações da Gafisa. E segunda-feira ter uma ressaca não provocada por excesso de alcóol.

O ambiente ainda está bom pras construtoras, que lucram bastante. Mas se a economia chacoalhar... hmmm... Quer setor de construção civil? Real Estate de verdade mesmo? Exponha-se ao amianto, compre Eternit... "putz, o amianto vai ser banito, esse cara tá maluco"...Coleguinha, não estou louco. Eu sou louco (o que não implica em estar errado). Eternit é uma barata capaz de sobreviver ao banimento do amianto, ao crash da bolha imobiliária brasileira, às bombas de gatos do Talebã*, às chuvas de Teresópolis, etc.

* - Explicarei isto depois... no futuro...