Uma empresa quer sempre saber o que usuário pensa de seus produtos e serviços? O senso comum diz que sim, mas o senso comum é uma abstração de velhas solteironas que passam a maior parte da vida assistindo novelas.
Ontem, lá pela Caipirinha nº 3, fui utilizar o tradutor do Google. Ótima ferramenta, mas ainda deficiente em algumas coisas. Acidentalmente, bati o dedo no scroll do mouse e a lingua que eu escreveria mudou para africâner. E deu pau na bagaça.
Perdi alguns segundo selecionando o inglês numa lista pouco intuitiva de linguas. Depois, fez a luz-se! E a tradução. Acompanhe a Grande Idéia:
First, o Google deveria "desconfiar" que eu escreveria em português ou inglês. Eles tem tecnologia pra isso. Second, caso o usuário precise mudar a lingua, aquela lista poderia ser naqueles textos onde o assunto mais procurado fica grande, tipo LADY GAGA. E o assunto menos procurado fica pequeno, tipo John Coltrane.
Simples assim.
Não sóbrio, procurei o SAC ou SUG (serviço do usuário do Google). Daria, de graça, a minha genial contribuição. No cash, afinal, sou um cara legal.
Mas mas mas... não há um e-mail. Nem um lugar para reclamar ou elogiar. Existe fórum para tirar dúvidas, mas a coisa é bem estranha. A pessoa pode aprender mais sobre o Google. Saber mais? Trabalhe com o Google, mas não queremo seu currículo. Contato, de qualquer grau, é como pedir pra falar com o papa. Aliás, não vê que está atrapalhando? Por que é que você não vai embora? Keep Out.
Simples assim.
Exclamei um "foda-se" e fui para a quarta caipirinha. Então um calafrio não-alcóolico percorreu-me a medula. Pensei em 1984, distopias orwellianas, o google sabe tudo e ninguém sabe nada sobre ele. Ele fala com você, mas você está proibido de falar com ele, ou melhor, Ele...
Malandro, isso pode dar merda no futuro...