Que porra é essa?!?

Explico. Cthutlhu é uma criatura fictícia. Um ateu (sempre eles) chamado H. P. Lovecraft criou-a no conto "The Call of Cthulhu". Versa sobre um ser do mal, com poderes sobrenaturais, capaz de viajar no tempo-espaço. E com apetite por humanos. Cthulhu parece um humanóide, mas é enorme, verde e escamoso. Uma cabeçona com muitos tentáculos na mandíbula e asas de morcego nas costas. O protagonista borra nas calças quando vê Cthulhu. Então, numa noite insone, matutei:

"Oras, por acaso não seria Cthulhu um humano do futuro distante? Após milhares de anos de evolução, a barba pode virar tentáculos. Aumento da inteligência = puta cabeça grande. Se aparecermos assim para um humano atual, é claro que este ficará petrificado. E quanto a comer humanos? Hoje comemos vacas (até que se prove o contrário, vacas são nossos parentes). Muitas criaturas comem parentes obsoletos ou distantes. Enfim, existe a possibilidade, embora quase nenhuma probabilidade."

Passei a pensar em outros absurdos naquela noite. Mas uma linha evolutiva a partir do macaco, passando por Darwin (um dos meus heróis) até Cthulhu, grudou em minha imaginação.



Este é um blog sobre essa e outras idéias que assolam minha mente. Sobre a "vida", a bolsa de valores, filmes, livros, etc. Principalmente “etc”. Também vou tirar sarro daquelas criaturas que ainda estão entre o macaco e Darwin. (E sim, a imagem acima foi desenhada toscamente por mim)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Let The Right One In

Uma empresa quer sempre saber o que usuário pensa de seus produtos e serviços? O senso comum diz que sim, mas o senso comum é uma abstração de velhas solteironas que passam a maior parte da vida assistindo novelas.

Ontem, lá pela Caipirinha nº 3, fui utilizar o tradutor do Google. Ótima ferramenta, mas ainda deficiente em algumas coisas. Acidentalmente, bati o dedo no scroll do mouse e a lingua que eu escreveria mudou para africâner. E deu pau na bagaça.

Perdi alguns segundo selecionando o inglês numa lista pouco intuitiva de linguas. Depois, fez a luz-se! E a tradução. Acompanhe a Grande Idéia:

First, o Google deveria "desconfiar" que eu escreveria em português ou inglês. Eles tem tecnologia pra isso. Second, caso o usuário precise mudar a lingua, aquela lista poderia ser naqueles textos onde o assunto mais procurado fica grande, tipo LADY GAGA. E o assunto menos procurado fica pequeno, tipo John Coltrane.

Simples assim.

Não sóbrio, procurei o SAC ou SUG (serviço do usuário do Google). Daria, de graça, a minha genial contribuição. No cash, afinal, sou um cara legal.

Mas mas mas... não há um e-mail. Nem um lugar para reclamar ou elogiar. Existe fórum para tirar dúvidas, mas a coisa é bem estranha. A pessoa pode aprender mais sobre o Google. Saber mais? Trabalhe com o Google, mas não queremo seu currículo. Contato, de qualquer grau, é como pedir pra falar com o papa. Aliás, não vê que está atrapalhando? Por que é que você não vai embora? Keep Out.

Simples assim.

Exclamei um "foda-se" e fui para a quarta caipirinha. Então um calafrio não-alcóolico percorreu-me a medula. Pensei em 1984, distopias orwellianas, o google sabe tudo e ninguém sabe nada sobre ele. Ele fala com você, mas você está proibido de falar com ele, ou melhor, Ele...

Malandro, isso pode dar merda no futuro...